Bem vindos!!!

Bem vindos ao Jurassic Park! Um blog que vai lhes mandar para o passado para verem criaturas fantásticas e depois lhes trazer de volta ao século XXI para conhecer fatos que ocorreram em misteriosas ilhas à oeste da Costa Rica.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Álbum Jurassic Park



   Entre meus grandes infortúnios, vocês o sabem, está a interdição do Megaupload. Como quase TODAS as minhas opções de download eram deste servidor, eu dei mauzão, levando vocês junto. Entretanto triunfantemente retorno, resolvendo a minha lista de links pra repostar, com a fiel ajuda de meus antigos meus sites favoritos de download. Hoje, especialmente com a cortesia do blog do Ikessauro:


"Este post é feito especialmente para os fãs de JP, ou seja, amantes do maravilhoso universo de Jurassic Park. Quando o filme Jurassic Park foi lançado em 1993 pela Amblin Entertaiment e Universal Pictures, rapidamente virou sucesso de bilheteria, todos adoravam, era algo nunca visto antes. Chegou a bater recordes, tornando-se o filme com maior bilheteria na época e ganhou 3 Oscars. Como não poderia ser diferente, surgiu no mercado uma enxurrada de produtos vinculados ao filme, desde cadernos, figurinhas de chiclete, roupas, bonés, mochilas e o escambau. Entre tantos itens a editora Abril juntamente com a Panini lançaram um álbum do filme em 1994."

   O pacote contém:
  • Um pôster-mapa da ilha Nublar;
  • Estojo com logo;
  • Quarenta cards colecionáveis;
  • Oitenta cromos com álbum. ilustrando o filme, dinossauros, personagens, veículos e instalações.
  Espero que curtam e deem uma visitinha no blog do meu colega!


   Ps: A propósito, o servidor Mediafire exige a senha www.ikessauro.com.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Camarão cearense!



   Como vai, galerinha? Tudo b-e-lezura! Hoje volto com uma notícia sensacional para nós brasileiros. Irão dizer: Ah, é um crustáceo michuruca, o que eu quero ver são dinossauros! Eu sei que não estou postando nada específico sobre uma espécie ou outra, desde que ressuscitei, mas é muito importante a descoberta deste pequeno invertebrado, pelos motivos que explicarei mais a frente.

   O espécime de 1,8 centímetros de comprimento, foi encontrado na formação calcária, na Chapada do Araripe, distrito de Jamacaru, próximo a Crato, no Ceará, localizado a cerca de 500 quilômetros do litoral e datado em 110 milhões de anos, pelos pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca). O fóssil se destaca por ter sido preservado tridmensionalmente, o que é uma ocorrência muito rara! Desde maio, quando a pedra em que estava o fóssil foi descoberta, um trabalho de coordenação motora bastante fina para revelar a forma do camarão exigiu meses de tratamento na rocha, com lupa capaz de aumentar a imagem 60 vezes e instrumentos delicados como uma agulha para aplicação de insulina. "Quando se encontra um fóssil de um bicho que tinha perninhas e antenas o trabalho final é muito mais delicado que quando se encontra um dinossauro, por exemplo. Qualquer movimento errado pode por a pesquisa em risco" — explica o paleontólogo Alamo da Silva.

   O camarão fóssil encontrado pela equipe de Alamo é da família Caridea e está na linha evolutiva dos camarões atuais criados em fazendas, o Machobrachium rosenbergi. Por se tratar de um achado inédito, os pesquisadores batizaram com um novo nome de gênero e espécie, a Kellnerius jamacaruensis. O nome foi uma homenagem a Alexander Kellner, pesquisador que ajudou a estabelecer um núcleo de paleontologia na região, e à reserva de Jamacaru, onde ocorreram as escavações.

   Voltando a questão de sua importância para nossa investida cultural, o sítio de Jamacaru é um local essencial para análise da paleogeografia brasileira, considerando que, até agora, os fósseis encontrados ali, em geral tartarugas, não constituíam-se por evidência conclusiva para idealização de litoral cretácico nessa região. E é claro, a divulgação de todo achado brasileiro é uma conquista, levando em conta destronarmos os Estados Unidos como centro da Subordem Dinosauria e, passados meus apelos anti-elitistas, combatermos o tráfico de fósseis.


   A nova espécie será registrada na publicação neozelandesa “Zootaxa”, especializada em trabalhos que provem a existência de espécies inéditas.



Fonte: Dino World

sábado, 19 de janeiro de 2013

O 1° Concurso de Paleodesign do Ikessauro


 © Patrick K. Padilha

   Uau, pessoal! Tão sabendo da última? O blog do Ikessauro está lançando um Concurso de Paleodesign patrocinado. Muito irado! Logo que vi fiquei animadíssimo para ajudar na divulgação do concurso. Gostaria novamente, de parabenizar o Ikessauro pela divulgação desta maravilhosa arte, sendo ela uma grande dádiva, como todas as extensões do incrível mundo paleontológico, e da natureza em geral. Por este ser um dos mais instigantes meios de levar Ciência pra dos muros elitistas, verdadeiramente estupendo!
   Mas, deixando de lado a poesia, vamos as condições:

"Você deve fazer um desenho, não importa o material usado, mas deve ser um desenho original feito especialmente para o concurso. Pode ser grafite, lápis de cor, aquarela, digital etc. Mas lembre-se, os vencedores serão escolhidos por um grupo de 3 jurados, que não serão revelados até o final, para evitar que estes sejam incomodados por participantes."¹  

© James Gurney
  
   Será aceito qualquer arte com tema paleontológico, ou seja qualquer espécie extinta. De um trilobita a  um velocirraptor, de um pterossauro a um dentes de sabre. A escolha fica a seu mérito!
   Os principais critérios avaliativos são, embora não se restrinjam à:
  • Representação da vida Pré-histórica
  • Originalidade da obra
  • Apuração científica ( anatomia do animal, realismo do ambiente, etc.)
   Estou interessado como entro em contato? É simples basta mandar um e-mail com a obra para:

patrick_krol.sk8@hotmail.com 

© Rafael Albo
 
    Beleza? Então e-mail é do blogueiro do Ikessauro, Patrick K. Padilha. Vocês já devem ter ouvido falar muito dele aqui, né? A propósito, ele frisa que:

"O participante deve enviar seu desenho em um e-mail com o assunto  CONCURSO DE PALEODESIGN. No e-mail deve conter o nome verdadeiro do participante, cidade onde mora, nome do desenho e uma breve explicação do que foi retratado. A preferência é que os desenhos físicos sejam escaneados para preservar melhor qualidade, porém se não possuir um scanner pode usar uma câmera digital para fotografar, até mesmo um celular de boa qualidade. Por isso devo dizer que não importa se seu desenho for excelente, se os jurados não conseguirem ver direito não poderão dar um parecer adequado. Assim tente enviar um desenho na melhor qualidade de imagem possível. "²
 © Alain Bénéteau

   Tá tudo muito bom, mas eis a grande questão: Tem prêmio? É claro que siiiim! Eu falei que o concurso é patrocinado. O bem feitor é a Dinobrinque, fabricante de dinossauros fósseis para montar. A empresa doará três de seus marcos em vendas, ou seja, serão premiados os três primeiros lugares.
  1. Um esqueleto de Velociraptor, enorme, com 56 centímetros e 47 peças;
  2. Um esqueleto de Tiranossauro, com 31 centímetros e 28 peças;
  3. E o Pteranodon fóssil, com 24 peças e 51 centímetros de envergadura.
   Os modelos em MDF cru serão enviados aos ganhadores  sem custo algum! 

© Dinobrinque
© Dinobrinque
© Dinobrinque
O Concurso começou no dia 16 de janeiro, tendo sido estipulado um mês de prazo para entrega, os envios serão aceitos até às 23:59 do dia 16 de fevereiro de 2013! 
   
    Boa sorte a todos os concorrentes, e desde já desejo que estejam cientes da grande importância deste projeto para divulgação da PaleoArte no Brasil, e que deem uma força compartilhando o concurso, para atrairmos cada vez mais alvas almas para esta maravilhosa cultura que o Patrick, eu e muitos outros estamos ajudando a criar! 

Bibliografia:

¹ e ² - 1° Concurso de Paloedesign do Ikessauro, Patrick K. Padilha, 2013

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Quando os dinossauros reinavam na Terra



   Tudo em cima, pessoal? Lembram-se que eu prometi retornar com uma postagem completa só sobre Quando os dinossauros reinavam na Terra, pois é  aqui estamos nós. Não se preocupem em perderem-se entre o post-vídeo e este, eu coloccarei links relacionando ambos. Como eu já falei o documentário ( não é uma série ) é show de bola, tem 97 minutos e retrata toda a Era Mesozóica, com um interessante foco na evolução, tanto dos dinossauros, quanto do meio ambiente, e nas adaptações evolutivas da era.



Triássico Superior

Tempo: 220 milhões de anos atrás 

 Local: Nova York ( Pangéia ) 

 

© Discovery Channel
   documentário começa falando sobre as condições geograficas e climáticas do período, logo após uma rápida descrição da extinção que marca o fim do Permiano, sendo a ela atribuída como causa a queda de um meteoro.  O protagonista é o astuto e veloz Coelophisis, considerado marco evolutivo ( pelos americanistas a despeito de tantos outros como o Eoraptor e o  Stauricosaurus ), vivendo a margem de um lago tectônico. Neste local ele encontra, convive, caça e é caçado com diversas outras espécies, dentre: elas os Crurotarsi ( do qual fazem parte os crocodilos ) Rutiodon, de quem quase leva uma bocada e o Desmatosuchus, herbívoro encouraçado, semelhante a um tatu com espigões; o Icarosaurus, lagarto planador; e alguns mamíferos como o traversodonte.
 Coelophisis 
© Discovery Channel

© Discovery Channel

Rutiodon
© Discovery Channel

   O filme  ressalta o assunto da anatomia óssea dos dinossauros, como o ponto crucial da evolução, que é o desenvolvimento de membros inferiores em ângulo reto em relação a coluna, gerador de uma vantagem física, não só para a velocidade, mas também para aliviar a carga de estresse dos pulmões, que são alternadamente comprimidos no andar reptiliano. 

Jurássico Inferior

Tempo: 200 milhões de anos atrás
Local: Pensilvânia ( EUA )

© Discovery Channel

Continuamos 20 milões de anos a frente, logo depois de nova extinção em massa, quando os dinossauros definitivamente se estabelem como classe dominante, crescendo e evoluindo cada vez mais até a perfeição. Os protagonistas formam um triângulo predatorial, com: os velozes Megapnosaurus ( ex- Syntarsus ), o grande Dilophosaurus, que rouba o Anchisaurus, menores Megapnosaurus
"Imediatamente a seguir assistimos o final do Triássico Superior e surgimento de um novo mundo, com novo clima e geografia no início do Jurássico. Novos dinossauros apareceram e agora dominam o planeta. Um Dilofossauro aparece caminhando entre rochas e vertentes cuja água quente exala gases. Começa então uma explicação feita por Paul E. Olsen, sobre a camada de rocha que permite ver a fronteira entre o Triássico e Jurássico, rica em irídio, que provaria a suposta queda de meteoros no período e naquele local."
Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Patrick K. Padilha, 2010

Dilophosaurus
© Discovery Channel


Megapnosaurus
 © Discovery Channel

 Anchisaurus
© Discovery Channel

 
O Anchisaurus é um prossaurópode, anda em 2 e 4 patas, e representa a aurora dos grandes saurópodes, evoluindo para nada mais, nada menos que um ambicioso objetivo: o céu. Graças aos elevados níveis de CO2, os prossaurópodes tem que alcançar as as árvores, seu alimento cada dia mais alto, aumentando assim também a eficiência e porte de seus predadores, na maravilhosa e verdejante evolução da vida jurássica. O Megapnosaurus, anda bípede, é mostrado como um projeto para os terópodes, com fortes mandíbulas e hábeis braços. E finalmente, o gigantesco Dilophosaurus , com duas cristas no crânio e 3 metros de altura, aparentemente primitivo em relação aos seus sucessores terópodes, com 3 dedos no pé, em vez de 4 , cabeça relativamente maior e desprovidos de crista.

Jurássico  Superior

Tempo: 150 milhões de anos atrás
Local:Utah ( EUA )

© Discovery Channel

   Aqui nos vemos diante de uma inóspita paisagem, sazonal, semelhante as savanas atuais. Onde alguns Camarasaurus e Stegosaurus vagam errantes, sequiosos por água. Em um leito seco de rio observa-se o curioso comportamento de um estegossauro cavando a terra em busca de alguma fonte subterrânea, o que é para nossa alegria, imitado pelos dóceis Dryosaurus. Completando o cenário, o aterrador Ceratosaurus espreios pequenos ornitópodes.


Dryosaurus
© Discovery Channel
   Novamente, um paleontólogo se apresenta para descrever o incrível cemitério, no qual ambienta-se a história, onde grande número de animais se agrupa próximo a um rio que posteriormente seca, levando todos à fossilização.

 Fóssil recém encontrado
© Discovery Channel


   Também vemos uma análise morfólogica do camarassauro, em raio-x, na qual se dá atenção especial ao hábito destes gigantescos animais de comerem rochas, conhecidas como gastrólitos, que ajudam na digestão.  

Camarassauro 
© Discovery Channel

© Discovery Channel

   Enquanto isso, um casal de Estegossauros repele um imprudente Ceratossauro, e o macho tenta convencer inutilmente a fêmea a se acasalar. Segue-se uma fascinante descrição desta espécie. Corpulento, com um crânio miserável, placas dérmicas ( não são ósseas, pois não se preservam na fossilização ) nas costas e na ponta da cauda, formidáveis espigões de 10 centímetros. A propósito, no filme atribuí-se as placas a função de prporcionar ao macho, durante o acasalamento, um singelo espetáculo, para impressionar a fêmea.


Estegossauro
© Discovery Channel

Ceratossauro
© Discovery Channel

Paisagem "regada"
© Discovery Channel

"O clima muda e começa a surgir um monte de nuvens no céu, indicando a chegada da estação da chuva. Durante a madrugada, a chuva cai pesada, enquanto o Ceratossauro tenta dormir e os Camarassauros comem. A chuva faz renascer o rio que havia sumido e trazendo vida à paisagem, junto com um bando de Apatosaurus."
Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Patrick K. Padilha, 2010

   Após uma nova chamada ao paleontólogo, onde explica-se a falta de ovos de saurópodes na América ( EUA ), retornamos ao  Jurássico, onde descreve-se as características do verdadeiro Dino. Os apatossauros, possuem 30 toneladas, e semelhante  valor, em módulo, para o comprimento. Ao contrário do camarassauro ou  braquiossauro, eles se alimentavam da vegetação rasteira, em suma: samambaias.  Também relata-se a sua função de "aspirador", cambaleando a cabeça de um lado ao outro, para "varrer" as samambaias. Em uma análise de raio-x mostram-se características otopédicas comuns aos saurópodes. Vértebras altas nas ancas para suportar o peso do corpo e aforquilhadas no pescoço para erquê-lo, sem falar nos ligamentos ósseos, que "seguram" um osso ao outro.

Apatosaurus
© Discovery Channel

Análise em raio-x
© Discovery Channel

   Encurtando a história: aparece um Alosaurus que tenta atacar um jovem apatossauro, mas é espantado pelos maiores; ele foge e frustrado acaba roubando a presa do ceratossauro; finalmente a estação seca retorna, os estegossauros se acasalam e  na viagem de volta um apatossauro pisa em falso e cai, só para ser devorado por um grupo de alossauros.

Alosaurus
© Discovery Channel
 
   Os saurópodes, esclarece-se no filme, migram, em geral, motivados por seu apetite colossal, devido ao qual, se não o fizessem, devastariam todo o local, mais ou menos como os elefantes atuais, classificados como os animais com maior potencial modificador, excetuando-se apenas, pelo homem. Assim, enquanto migram, os apatossauros e qualquer herbívoro de grande porte, permitem que o ambiente se recupere.

Apatossauros migram, sob o pôr do sol
© Discovery Channel

Cretáceo Inferior

Tempo: 90 milhões de anos atrás
Local: Novo México ( EUA )

© Discovery Channel
   Num rápido pulinho eletroquântico, avançamos até o Cretáceo.
  
"A América do Norte está completamente repartida por um mar interior que tornou o clima tropical, úmido e quente. Surgem as primeiras plantas com flores e insetos polinizadores. No meio de uma floresta úmida e quente um bando de pequenos ceratopsianos chamados Zuniceratops estão comendo e refrescando-se em um regato raso."
Adaptado de:
 Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Patrick K. Padilha, 2010

   Os Zuniceratops são descritos como os primeiros ceratopsianos de "gola", portanto, o que viria a ser um dia, o Triceratops. Aqui apresentam-se, além dos Zuniceratops, os fabulosos Dromeossaurídeos, predadores audazes que comumente respondem por: Raptores.

 Zuniceratops
© Discovery Channel

   Nesta seção, como já puderam imaginar, se baseia principalmente na luta presa X predador. No entanto, de maneira instigante, também se aprofunda nos conflitos sociais,se é que posso chamar assim, de ambas as espécies. Com os raptores, ambienta-se a quebra de um grupo tradicional, neste caso, duas fêmeas e um macho, com a tentativa de um novo "cara" de se dar bem. Com os Zuniceratops não é diferente. Chegada a época de acasalamento, dois machos se acham em calorosa disputa, ocasionada pela petulância de um jovem ao cortejar sua pretendente, a despeito de este ser um direito reservado apenas ao líder. Os raptores, atentos a todos os sons da floresta acabam tomando partido, e se aproveitando do velho vencido.  Outras espécies presentes são o Nothronychus ( terizinossaurídeo com quem o raptor desgarrado tem um violento encontro ) e o celurossaurídeo plerossauro.
Dromaeosaurus
( supostamente ) 
© Discovery Channel
   Infelizmente, não obstante a compaixão do novo líder perante o obsoleto ferido, os sedentos predadores, o perseguem e finalmente o matam. E por último encerra-se a história com a trilha catastrófica de costume, aqui protagonizada por um incêndio devastador. Novamente aparece uma tomada com a paleontóloga Karen Chin, que explica as evidências de incêndio: abundância de cinzas e carvão em determinado estrato geológico da Bacia Zuni. Só para não dizerem que as minha únicas citações são do blog do Ikessauro, aqui vai o parecer do Discovery Channel :

 Na natureza o desastre é um companheiro constante e a morte tem muitos disfarces. Os dinossauros que não foram pegos pelo fogo fogem em pânico, a maioria sobreviverá. Para as criaturas que pereceram, terminou o conflito. Para os que permaneceram, a sua frente estão trinta milhões de anos de evolução. 
Ativado por forças não visíveis, o ambiente mudará gradualmente, e também os dinossauros que aqui vivem. 
Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Discovery Channel

Cretáceo Superior

Tempo: 65 milhões de anos atrás
Local: Dakota do Sul ( EUA )

O Começo
© Discovery Channel

   No fim do Cretáceo, o clima é úmido, o solo fértil, assim como o mar interno que se retraiu, dando lugar a imensas pradarias, todas as condições são favoráveis para o desenvolvimento das mais fantásticas criaturas que já habitaram o imaginário de um criança. No chão, pacificamente se alimentam Triceratops e Ornithomimus, no céu planam os famosos pterossauros, com destaque ao Quetzalcoatlus, enquanto a mais formidável, terrível e ... amado predador do Cretáceo, observa uma manada de Anatotitan pastando.

© Discovery Channel

Anatotitan
© Discovery Channel

Triceratops
© Discovery Channel

Tyranosaurus rex
© Discovery Channel

   Maravilhosamente, a seguir apresenta-se a inusitada cena de um tiranossauro adolescente tentando estupidamente atacar um bando de tricerátopes, que rapidamente entram em formação, com os machos à beira do círculo, protegendo fêmeas e filhotes. O enorme escudo vivo acaba por frustrar o ingênuo tiranossauro, que se volta para um Quetzalcoatlus que estava comendo carniça ali perto, mas sem muito sucesso.
   Também se analisa a inovações do sistema digestório do Anatotitan, com molares especializados em triturar folhas e estômago reforçado, sem abando os velhos companheiros, os gastrólitos. Aqui novamente exploram-se as conformações sociais dos dinossauros. Em uma estupenda cena de caça, retrata-se dois jovens se aliam espantando e direcionando um pequeno gupo de Anatotitan direto para a bocarra de sua mãe.
   Sem perder tempo, representa-se, quase que, insensivelmente, a queda do mítico asteróideprovocando uma imensa onda de fogo e rochas que pega os distraídos caçadores devorando o Anatotitan. A onda varre o sul dos Estados Unidos e muito provavelmente, o México e o sul do Caribe. Ao fim, após um ano, mais ou menos, a poeira baixa e tudo que resta é uma carcaça de tiranossauro sendo lentamente consumida pelos outrora insignificantes mamíferos.

E o fim
© Discovery Channel

   Nas palavras abaixo peço que reflitam um pouco não só sobre seu conteúdo motivante, mas também por seu lado desolador, cuja função é apenas servir de lembrete para nossa vunerabilidade:
© Discovery Channel

"Sobre as cinzas e restos da destruição resta um crânio de Tiranossauro. Sobre este surgem pequenos mamíferos parecidos com gambás, e o narrador explica que eles são o começo de uma nova linhagem de animais, que um dia dominarão o mundo e pensarão sobre um tempo em que 'Dinossauros reinavam na Terra' ". 
Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Patrick K. Padilha, 2010
(http://www.ikessauro.com/2010/05/quando-os-dinossauros-reinavam-na-terra.html)

Fonte: Blog do Ikessauro
              Discovery Channel

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