Bem vindos!!!

Bem vindos ao Jurassic Park! Um blog que vai lhes mandar para o passado para verem criaturas fantásticas e depois lhes trazer de volta ao século XXI para conhecer fatos que ocorreram em misteriosas ilhas à oeste da Costa Rica.
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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Leandro Sanches da Costa


Leandro e crânio de Tapejara

   Nosso paleo-artista de hoje é Leandro Sanches da Costa, biólogo por profissão e ilustrador por paixão, ele também faz moldes em escala e tamanho natural. Sua área de trabalho é desde a Uni. Fed. do Paraná em Matinhos, onde colaborou na produção da réplica acima, até o Museu de Zoologia da USP. Sem considerar as ilustrações científicas de ótima qualidade para o Estadão. Seu contato é leandro_sanches84@hotmail.com.
   Portanto, sem mais interrupções ( seu blog é focado exclusivamente em seu trabalho então isto é a máxima do que encontrei), vamo-nos à imagens, um pequeno clique para um dinófilo, mas um gigantesca pincelada para a humanidade...

Tapejara imperator

Tapuiasaurus macedoi ( 26 cm )

Réplica de Arqueoptérix

Modelo

Tapuiassauro - Réplica

Baurusuchus

Pterois volitans - peixe leão
 - não fóssil -
©  Estadão

Fênix - homenagem aos flagelados do Japão
 ©  Estadão

A Terra é um átomo de cálcio - Tranquilizador
©  Estadão

Ilustração Estadinho
- Capitaram a mensagem ? -

   Vocês devem ter percebido a supremacia das esculturas, certo? É interessante salientar que como qualquer tema da Arte, a Paleo-Arte apresenta diferentes formas e facetas. Leandro, como professor, contribui muito para o nosso ideal de ampliar o acesso às Ciências e Artes a TODOS. Em sua viagem à Matinhos, para confecção da réplica de Tapejara, sua primeira medida foi apresentar uma palestra sobre a grande importância de haver uma colaboração entre Arte e Ciência, para juntas, se tornarem cada vez mais fascinantes e atingirem até os cantos mais longínquos... 
   Espero que tenham gostado. Muito Obrigado!

Imagens: Artista homenageado e Instituições citadas

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Camarão cearense!



   Como vai, galerinha? Tudo b-e-lezura! Hoje volto com uma notícia sensacional para nós brasileiros. Irão dizer: Ah, é um crustáceo michuruca, o que eu quero ver são dinossauros! Eu sei que não estou postando nada específico sobre uma espécie ou outra, desde que ressuscitei, mas é muito importante a descoberta deste pequeno invertebrado, pelos motivos que explicarei mais a frente.

   O espécime de 1,8 centímetros de comprimento, foi encontrado na formação calcária, na Chapada do Araripe, distrito de Jamacaru, próximo a Crato, no Ceará, localizado a cerca de 500 quilômetros do litoral e datado em 110 milhões de anos, pelos pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (Urca). O fóssil se destaca por ter sido preservado tridmensionalmente, o que é uma ocorrência muito rara! Desde maio, quando a pedra em que estava o fóssil foi descoberta, um trabalho de coordenação motora bastante fina para revelar a forma do camarão exigiu meses de tratamento na rocha, com lupa capaz de aumentar a imagem 60 vezes e instrumentos delicados como uma agulha para aplicação de insulina. "Quando se encontra um fóssil de um bicho que tinha perninhas e antenas o trabalho final é muito mais delicado que quando se encontra um dinossauro, por exemplo. Qualquer movimento errado pode por a pesquisa em risco" — explica o paleontólogo Alamo da Silva.

   O camarão fóssil encontrado pela equipe de Alamo é da família Caridea e está na linha evolutiva dos camarões atuais criados em fazendas, o Machobrachium rosenbergi. Por se tratar de um achado inédito, os pesquisadores batizaram com um novo nome de gênero e espécie, a Kellnerius jamacaruensis. O nome foi uma homenagem a Alexander Kellner, pesquisador que ajudou a estabelecer um núcleo de paleontologia na região, e à reserva de Jamacaru, onde ocorreram as escavações.

   Voltando a questão de sua importância para nossa investida cultural, o sítio de Jamacaru é um local essencial para análise da paleogeografia brasileira, considerando que, até agora, os fósseis encontrados ali, em geral tartarugas, não constituíam-se por evidência conclusiva para idealização de litoral cretácico nessa região. E é claro, a divulgação de todo achado brasileiro é uma conquista, levando em conta destronarmos os Estados Unidos como centro da Subordem Dinosauria e, passados meus apelos anti-elitistas, combatermos o tráfico de fósseis.


   A nova espécie será registrada na publicação neozelandesa “Zootaxa”, especializada em trabalhos que provem a existência de espécies inéditas.



Fonte: Dino World

sábado, 19 de janeiro de 2013

O 1° Concurso de Paleodesign do Ikessauro


 © Patrick K. Padilha

   Uau, pessoal! Tão sabendo da última? O blog do Ikessauro está lançando um Concurso de Paleodesign patrocinado. Muito irado! Logo que vi fiquei animadíssimo para ajudar na divulgação do concurso. Gostaria novamente, de parabenizar o Ikessauro pela divulgação desta maravilhosa arte, sendo ela uma grande dádiva, como todas as extensões do incrível mundo paleontológico, e da natureza em geral. Por este ser um dos mais instigantes meios de levar Ciência pra dos muros elitistas, verdadeiramente estupendo!
   Mas, deixando de lado a poesia, vamos as condições:

"Você deve fazer um desenho, não importa o material usado, mas deve ser um desenho original feito especialmente para o concurso. Pode ser grafite, lápis de cor, aquarela, digital etc. Mas lembre-se, os vencedores serão escolhidos por um grupo de 3 jurados, que não serão revelados até o final, para evitar que estes sejam incomodados por participantes."¹  

© James Gurney
  
   Será aceito qualquer arte com tema paleontológico, ou seja qualquer espécie extinta. De um trilobita a  um velocirraptor, de um pterossauro a um dentes de sabre. A escolha fica a seu mérito!
   Os principais critérios avaliativos são, embora não se restrinjam à:
  • Representação da vida Pré-histórica
  • Originalidade da obra
  • Apuração científica ( anatomia do animal, realismo do ambiente, etc.)
   Estou interessado como entro em contato? É simples basta mandar um e-mail com a obra para:

patrick_krol.sk8@hotmail.com 

© Rafael Albo
 
    Beleza? Então e-mail é do blogueiro do Ikessauro, Patrick K. Padilha. Vocês já devem ter ouvido falar muito dele aqui, né? A propósito, ele frisa que:

"O participante deve enviar seu desenho em um e-mail com o assunto  CONCURSO DE PALEODESIGN. No e-mail deve conter o nome verdadeiro do participante, cidade onde mora, nome do desenho e uma breve explicação do que foi retratado. A preferência é que os desenhos físicos sejam escaneados para preservar melhor qualidade, porém se não possuir um scanner pode usar uma câmera digital para fotografar, até mesmo um celular de boa qualidade. Por isso devo dizer que não importa se seu desenho for excelente, se os jurados não conseguirem ver direito não poderão dar um parecer adequado. Assim tente enviar um desenho na melhor qualidade de imagem possível. "²
 © Alain Bénéteau

   Tá tudo muito bom, mas eis a grande questão: Tem prêmio? É claro que siiiim! Eu falei que o concurso é patrocinado. O bem feitor é a Dinobrinque, fabricante de dinossauros fósseis para montar. A empresa doará três de seus marcos em vendas, ou seja, serão premiados os três primeiros lugares.
  1. Um esqueleto de Velociraptor, enorme, com 56 centímetros e 47 peças;
  2. Um esqueleto de Tiranossauro, com 31 centímetros e 28 peças;
  3. E o Pteranodon fóssil, com 24 peças e 51 centímetros de envergadura.
   Os modelos em MDF cru serão enviados aos ganhadores  sem custo algum! 

© Dinobrinque
© Dinobrinque
© Dinobrinque
O Concurso começou no dia 16 de janeiro, tendo sido estipulado um mês de prazo para entrega, os envios serão aceitos até às 23:59 do dia 16 de fevereiro de 2013! 
   
    Boa sorte a todos os concorrentes, e desde já desejo que estejam cientes da grande importância deste projeto para divulgação da PaleoArte no Brasil, e que deem uma força compartilhando o concurso, para atrairmos cada vez mais alvas almas para esta maravilhosa cultura que o Patrick, eu e muitos outros estamos ajudando a criar! 

Bibliografia:

¹ e ² - 1° Concurso de Paloedesign do Ikessauro, Patrick K. Padilha, 2013

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Oxalaia

Oxalaia 
© Wilkson Carvalho
Esqueleto ( Meramente especulativo )
© Felipe Elias
Nome científico: Oxalaia quilombensis.
Significado do Nome: Oxalaia vem de Oxalá, deus africano, e quilombensis dos quilombos dos escravos, muito comuns na região.
Dimensões: 12 à 14 metros de comprimento e 5 à 7 toneladas de peso.
Alimentação: Carnívora.
Período: Cretáceo - 98 milhões de anos atrás.
Local:  Maranhão, norte do Brasil.
Veja onde foram encontrados os fósseis do Oxalaia!
Mapa da Nasa/Visible Earth/ Adaptação por Patrick Król Padilha
Veja quando ele viveu!
© Patrick Król Padilha

 O Achado
O Oxalaia é o mais novo dinossauro brasileiro e o maior terópode já encontrado no Brasil, sendo um grande espinossaurídeo, provavelmente media entre 12 a 14 metros de comprimento.
Comparação entre homem e Oxalaia
Foi encontrado na Ilha do Cajual, nordeste do país em 2004, mas só foi nomeado em 2011, por um grupo de pesquisadores brasileiros, sendo eles Alexander Wilhelm Armin Kellner, Sergio A.K. Azevedeo, Elaine B. Machado, Luciana B. Carvalho and Deise D.R. Henriques. 

Desenho do crânio identificando as partes encontradas
© Museu Nacional
   Os fósseis encontrados correspondem a premaxila ( infelizmente não encontrei a definição ), marcado como MN 6117-V e uma maxila esquerda, basicamente são partes da ¨boca¨. O material foi achado na Ilha do Cajual, situada no estado do Maranhão, onde existe a Formação Alcântara, de onde provém o fóssil, retirado da Laje do Coringa. A Formação Alcântara faz parte do Grupo Itapecuru da Bacia de São Luís. Além destes ossos, inúmeros dentes de espinossaurídeos foram achados no mesmo sítio. 
Foto do focinho mostrando os alvéolos dos dentes 
© Kellner et at.

Fotos montrando ambos lados do focinho
© Kellner et at.
   Pelo fato de não ter sido achado nada mais que alguns pequenos fragmentos do crânio, suficientes apenas para identificar o bicho como um espinossaurídeo e estipular seu tamanho, é difícil afirmar qualquer coisa sobre o animal. Especula-se apenas que ele deveria ter como a maioria dos espinossaurídeos deveria apresentar focinho longo e fino, dentes cônicos e lisos, é provável que possuísse espinhas alongadas ou não, dependendo da existência da vela. O crânio, de acordo com o estudo de descrição do bicho, poderia medir por volta de 1,35 centímetros. As características gerais do corpo do Oxalaia só serão entendidas quando novos restos do animal, mais completos, forem achados.

Classificação e Comportamento
   Ele está classificado como: Animalia > Chordata > Reptilia > Dinosauria > Saurischia > Theropoda > Megalosauroidea > Spinosauridae > Spinosaurinae > Oxalaia.
   Segundo o artigo original da descrição do Oxalaia, ele deveria ser mais parecido com os espinossaurídeos africanos e definitivamente não é o Angaturama, porque não possui crista, possui focinho mais largo e foi encontrado em rochas de locais e períodos geológicos diferentes.
   O Oxalaia provavelmente se alimentava de peixes, e devia ter alguns outros comportamentos em comum com seus primos e isso é tudo que sabemos sobre o Oxalaia, mas podemos torcer para que logo sejam encontrados mais fósseis que nos possibilitem descobrir mais sobre essa magnífica 
criatura.
© Marcilio Oliveira

Fonte: Ikessauro.com

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