Bem vindos!!!

Bem vindos ao Jurassic Park! Um blog que vai lhes mandar para o passado para verem criaturas fantásticas e depois lhes trazer de volta ao século XXI para conhecer fatos que ocorreram em misteriosas ilhas à oeste da Costa Rica.
Mostrando postagens com marcador Evolução. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Evolução. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de abril de 2015

Jurassic World: Análise do Trailer #2


   Então, pessoal, saiu o novo trailer de "Jurassic World: O Mundo dos Dinossauros" na semana passada, e eu estou postando só hoje algo a respeito, uma porque eu estava bem ocupado durante a semana e outra porque final de semana eu fiz Maratona Marvel, assisti online a estreia  "Vingadores 2: Era de Ultron", seguido de 6 episódios de "Marvel's Agents of Shield" série exibida no Brasil pelo cana fechado Sony. É, concordo meio que deixei a dinofilia de lado por um tempo, mas tudo bem, um homem não vive de uma só paixão. Neste caso é tipo 3, fundidas por um eixo comum: a Ciência.
   Chega de papo e vamos logo ao que interessa. O trailer começa com um sobrevoo curto sobre o novo parque. Ele leva ao recinto dos raptores, que deixa para trás o visual literalmente paralepipedal do primeiro filme, o mesmo que futuramente inspiraria as incubadoras do game "Jurassic Park: Operação Gênesis", e agora é hexagonal e possui passeios altos para os visitantes apreciarem as velhas feras bem de perto. Eu digo velhas, porque de tão usadas ficaram dóceis, mas agora pelas mão do personagem de Chis Pratt, sobre o qual eu já havia comentado que estava mais para Indiana Jones que Alan Grant e o Omelete, site nacional de vídeos e críticas sobre filmes concorda. Só um adendo sobre o recinto, não que eu queira desapontá-los, mas a imagem o faz parecer como uma maquete, até com árvores de plástico.
   Ali, Jones treina os raptores, de modo que eles perdem bruscamente seus posto da criatura mais mortal do mundo de Jurassic Park. Apesar de ser um pouco desapontador, vamos lembrar que já no longa de Joe Johnston (o terceiro) o dinossauro se apresentava de tal modo inteligente e evoluído, que não mais caçava seres humanos, seja por fome ou prazer, como nos primeiros filmes. Acresce que mesmo não gostando da reviravolta, eu engoli o discurso do Pratt. Observando o vídeo você poderá confirmar que sua tática para domar os "monstros criados através da engenharia genética para um parque temático",  como os descreve Alan Grant em "Jurassic Park 3", é verdadeira e sensível, e de certo modo, ambientalista, enquanto visa o respeito a essas formas de vida.
    Então vem outro vislumbre do parque, com a voz de Brice Dallas Howard, que interpreta a possível gerente ou fundadora da recém criada versão, que dá o tom merecido de "maior aventura de todos os tempos", mostrando algumas atrações em proximidade, como a manada de galimimos correndo em torno do veículo-esfera, o lagarto tirano (penso que seja, mas não é possível ver claramente) e o tilossauro devorando um pedaço de traseiro de atum (outro palpite) sob uma vista debaixo, com estilo de Sea World. Isso é bem legal e impressionante, se refletirmos a respeito, indicando que o filme partir de um ponto jamais explorado. O Parque dos Dinossauros sempre foi sonhado e idealizado como aquele que possuiria as maiores atrações do planeta, mas nunca teve tempo de explorar o comportamento das pessoas que saem de seu mundo globalizado de McDonald's e Iphone diante dessas criaturas. O filme parece à primeira vista preencher esse vazio, ao nos mostrar um mega-parque, com milhares de pessoas, todas sucumbindo a histeria do é impressionante e do divertido.
   Os segundo seguinte oferecem-nos uma mudança da água para o vinho, exibindo o lado sombrio do ideal e explicando as razões que levaram a administração do parque a criar a espécie m... (não temos mais os direitos autorais sobre a franquia), digo aprimorada. Essa parte vocês terão que checar para saber, mas já lhes adianto que a criatura, cujas habilidades beiram o inacreditável, é tão formidável quanto um filme de terror desejaria e simultaneamente perfeita aos olhos da ciência que a gerou e a mantém crível.
    Outro alerta, e esse é muito cedo para julgar como positivo ou negativo, é que os fanáticos vão ter algo próximo do seu desejo de ver dinossauros usados como armas de guerra no quarto filme. Não, que os dinossauros sejam realmente armas, mas os raptores de certo modo se assemelham a "guerreiros" ao lado de Pratt montado em sua moto com a espingarda nas costas, enquanto que o trailer sugere que você pode esperar muitas explosões e tiros contra a nova monstruosidade.

    Obrigado e curtam os wallpapers e screens de cenas do filme.
    Os Direitos, vocês sabem, pertencem a Unversal Pictures.


 Os Raptores tiveram seus nomes revelados!

 O novo mapa da Ilha - parece Beto Carrero!

 O passeio de barco - note a textura grotesca da pele dos animais e as pernas ao lado do corpo, 
o que é errado do ponto de vista paleontológico

 O Tylosaurus (palpite - pode ser qualquer mosassaurídeo, mas me lembra aquele do documentário de feras marinhas do NatGeo, então) o maior acerto do filme, terrível em seu próprio realismo

 Esse pôster deve ser antigo, não se encaixa bem com o filme

 O Rex está de cabeça para baixo!
Tem toda uma linha de pôsteres sombrios como esse, e postei a alguns, os de melhor qualidade de imagem

 Este tem no rodapé do Blog


 É só uma variação do logo tradicional, mais sombrio
Eu já postei alguns antes, mas este me chamou a atenção pelo raio de sol, transmite um
ar de New Dawn - tipo primeiro episódio de Caminhando com Bestas, sabe, renascer...

 A desolação do Branco, outrora maior predador dos mares do Holoceno
Deve ter muito o que odiar a engenharia genética por trazer de volta o tilossauro

Um possível visual do Raptor, mais macabro, com os portões, azuis como você pode notar, ao fundo

   Wallpaper com Raptores

 Variante do logo com a folha de palmeira escura e fundo mais claro
Possível referência as espécies marinhas

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dez Pássaros Pré-históricos que Todo Mundo Devia Conhecer

   Olá, "folks" (quer dizer pessoal, mas se você assiste 'The Looney Toones' você já deve saber).
Estou voltando com mais uma quentinha. Descobri, nem sei como, há milhares de anos, um site americano, que havia salvo nos meus favoritos, mas nem me lembrava mais dele. E fuçando minhas recordações que o Chrome provê ao guardar favoritos e preferências, eu o reencontrei no domingo. Chamado About.com, é destinado ao puríssimo jornalismo cultural, e voltado a diversas áreas, tais quais, educação, esporte, casa, saúde comida e tecnologia, entre outros. Por coincidência, ou não, se você acredita nessas coisas, na secção de educação eu encontrei um articulista (escritor de artigos) Bob Strauss (clicando no link, você vai para a auto-apresentação dele no About), bastante boa-pinta que escreve sobre paleontologia. 
   Aêêê! Cadê os aplausos? Vamos ter informações direto do forno, mais fresca que isso só se eu fizesse as malas e montasse acampamento em Hell Creek e tomasse café com o próprio Jack Burck (sei lá como se escreve o nome dele - por obséquio manda aí nos comentários que eu corrijo). Eu sei que eu já fui cheio de um discursinho furreca anti-americanista, mas convenhamos, eu também não sou do Estado Islâmico, não vou exagerar, e não porque eu estou trazendo informação de lá que vocês devem ficar preocupados com a perda do espírito patriótico do blog. Aliás, ela é de natureza tão irreverente e curiosa, que só vai somar à nossa busca por expandir esse mundo de dinossauros e outros animais incríveis do passado para novos públicos. É sério. "Bota fé".
   Vamos lá, então. O artigo é estruturado em slides, mas eu vou adaptá-lo para a matriz de postagem normal mesmo, até eu aprender a inserir arquivo pptx no blog. Lembrando que as informações serão repassadas em sua essência, mas com acréscimos com as fontes devidamente citadas e com minha própria pena, para manter a originalidade.

   
Copyright: Wikimedia Commons
Esqueleto de Faisão
In: Revista Galileu

    O título original é "Ten Prehistoric Birds Everyone Should Know" e começa com uma foto despretensiosa de réplica fóssil de pássaro, mas não achei uma imagem igual e não consigo copiar porque a apresentação é  do Pinterest. Todos nós sabemos, e espera-se que as crianças de 10 a 12 anos aprendam, que as aves são os descendentes vivos dos dinossauros, do mesmo modo, que os crocodilos, são o seu braço evolucionário mais próximo, o que é respaldado por observações na morfologia de espécies desses animais, como por exemplo o ossos ocos, o formato da pélvis, a disposição de braços e pernas, os pés com três garras e uma diminuta atrás. Mas, e se eu lhe pedisse para citar uma espécie de ave que viveu ou na Era Mesozóica ou na Era Cenozóica. E não vale o arqueoptérix! Se você teve problemas, junte-se a nós dessa jornada, e sane seu vazio interior, e mesmo se não teve, aproveite e amplie sua enciclopédia cerebral.

Copyright: Wikimedia Commons
Fóssil de Aurornis (160 mda - velha sigla)
In: Website Revista Descoberta (em inglês)
  
   Como você pode observar na legenda, o Aurornis é o pássaro mais antigo conhecido, ultrapassando o arqueoptérix em 10 milhões de anos. Na verdade, ele é, assim como o arqueoptérix, um dinossauro emplumado, sendo suas penas finas para serem usadas frequentemente em um voo não impulsionado. Quanto ao perigo da sua classificação, vamos levar com calma o assunto, uma vez que ele é um elo entre dois patamares evolutivos, e assim fica difícil a classificação. O "pássaro da aurora" foi encontrado na China, possuía 60 centímetros de comprimento e sua idade o põe momentaneamente na cadeira ao centro da mesa de "pai de todas as aves".

Copyright: Wikimedia Commons
Fóssil de Confuciusornis (130 mda )
In: About.com

   Já o Confuciusornis, era dotado de um bico genuíno, ou seja, sem dentes, ostentava um espesso casaco de penas, e usava sua longa e curvada garra traseira para empoleirar-se nos galhos altos das árvores. Contudo, essa espécie não é ancestral das aves modernas. Segundo Hrdchova e Gregorova, mesmo com suas semelhanças ele não é tão próximo dos pássaros atuais quanto o Hersperornis ou o Ictiornis, que apresentavam dentes. Isso indica claramente um caso de convergência adaptativa (quando uma mesma característica é desenvolvida por duas espécies sem parentesco próximo e por pressão do ambiente). Além disso, pode-se dizer que há indícios de dimorfismo sexual (quando o macho e fêmea se distinguem em sua aparência), e que os padrões de crescimento de aves como esta, se dispunham como intermediários entre dinossauros e aves, se desenvolviam mais rapidamente que os grandôes, mas ainda eram lentos se comparados com aves contemporâneas.

Copyright: Museu Carnegie de História Natural
Representação da Ave do gênero Gansus (110 mda)
In: New Scientist Website

      Ah! Esse é o ancestral dos patos e mergulhões! Se ouvisse isso seria porque você caiu numa trollagem paleontológica. É como dizer que o Gliptodon é ancestral do tatu. Não caia nessa, tanto a ave como o mamífero são apenas antepassados de seus respectivos colegas de classe. Na verdade, o Gansus yumenensis, encontrado na província chinesa de Liaoning, 2000 km de Beijing, é classificado como muito próximo das aves modernas, de acordo com a revista New Scientist, que publicou um artigo sobre a descoberta dessa peça adicional no quebra-cabeça evolucionário das aves. Contudo, o próprio Bob Strauss o descreve como mais velho membro de um grupo de ancestrais das aves modernas, os Ornithurae, tendo a cautela de informar que essa classificação permanece duvidosa. A magia desse espécime é igualmente a sua idade, pois o grupo nomeado acima, costumava até seu achado ser restrito a 85 mda, e esse animal, de 25 cm de comprimento, tão moderno morfologicamente, porém antigo na contagem do tempo geológico é algo fantástico na montagem da linhagem dos pássaros contemporâneos. Apesar disso a semelhança com os anseriformes atuais (patos, mergulhôes, gansos), nos permite fazer algumas observações sobre sua anatomia e comportamento. Seu fóssil preserva sinais de pés palmados e penas apropriadas para o voo, além de ligações musculares típicas de nadadores propelidos pelos pés, embora não tão fortes quanto as aves modernas.


Copyright: National Geographic Channel
Representação da Ave do gênero Hesperornis (75 mda)
In: National geographic Website

   A imagem acima não corresponde a imagem do artigo. Essa espécie de ave marinha parece ter percorrido o caminho inverso ao dos pássaros no fim da Era Mesozóica. A ave evolui dos pássaros voadores que viveram no Cretáceo, logo perdendo a habilidade em função de modificar seu nicho ecológico, tornando-se uma pescadora nata. Não pense nos inofensivos e carismáticos pinguins, mas nos terríveis marabus africanos que arrancariam seus olhos, anéis e colares se tivessem a oportunidade. Seu 1,5 m de corpo hidro-dinâmico, aliados a um bico forrado de dentes e asas diminutas coladas ao corpo para direcioná-lo na água o transformavam num formidável predador mediano. Além disso, havia a cauda achatada para mudar de profundidade e o pescoço esguio que lhe conferiam uma excelente mobilidade sob a água. Desse modo, imagina-se o quão desajeitado ele poderia ser em terra, evitando-a, menos para se reproduzir-se e pôr ovos. O mergulhão turbinado foi figurante do último episódio da série televisiva da BBC "Sea Monsters".


Copyright:  Wikimedia Commons
Fóssil de Gastornis (55 mda)
Acervo Smithsonian

   Após a extinção dos dinossauros, as aves ficaram livres para ocupar os nichos ecológicos que estavam vagos. Então o Gastorinis tomou o lugar de primeiro superpredador do Cenozóico. Seus assustadores 2 m de altura, bico "estripador 2000", garras enormes, pernas fortes e torneadas, o punham nessa posição ao predar por emboscada (presumivelmente) ungulados (como cavalos) e roedores do Eoceno. Na época a Terra era coberta de florestas tropicais de clima úmido, que forneciam abrigo e alimento abundante. Mas ao final do Eoceno, essas condições desapareceram com a mudança climática de costume, que acrescida da competição com os novos predadores mamíferos, por exemplo os creodontes e mesoniquídeos (ancestrais dos felídeos), deram uma virada desfavorável a Pássaros do Terror como este. O Gastornis viveu na América do Norte e na Europa, e já foi conhecido como Diatryma. Estrelou o primeiro episódio do documentário da BBC "Caminhando com Feras".

Copyright: Science News
Fóssil de Eocypselus rowei (52 mda)


   Você já parou para pensar de onde vieram as magníficas asas compridas e esguias da andorinha? Ou as curtas asas em forma de lâmina dos beija-flores? Eis a sua resposta, na forma do ancestral comum desses dois grupos de aves. Eocypselus é o tipo de pássaro pequeno, leve como uma pena (ó o trocadilho!), caçador de insetos que oscilou desajeitadamente pelos bosques do Eoceno. O fóssil acima foi encontrado no Wyoming, e está sob os cuidados da Universidade do Estado da Carolina do Norte, que estudou o achado a ponto de afirmar sua cadeira de Pai dos Andoriformes. Ele se encontra tão bem preservado que suas características microscópicas podem ser observadas. Sabe-se que suas asas eram maiores que as do beija-flor, mas menores que a da andorinha. Isso indica que ele devia ter um voo bem desajeitado, sendo pouco provável que fosse capaz de pairar ou deslizar bem, como fazem os beija-flores e andorinhas hodiernas, respectivamente. 

PaleoArte: Nobu Tamura (Visitem o Portfólio dele no Blogger clicando no nome). Icadyptes salasi (40 mda). Encontrado na Wikipedia

   Você deve ter pensado que o estilo de vida dos pinguins não mudou muito em 40 milhões de anos: curtir a vida nas banquisas de gelo, nadar para encontrar alimento, entre outros afazeres de ave marinha. E esta é a mais bela verdade da vida, mas eu vou decepcionar você um pouquinho, como quando você tinha 8 anos e descobriu que pinguins e ursos polares vivem e pontos diametralmente opostos do planeta e nunca se encontraram como nos desenhos do Willy do Pica-Pau. O Icadyptes viveu numa luxuosa praia cinco estrelas de Ica, Peru do final do Eoceno. Quando foi encontrado o seu crânio, a parte foi-se logo pensando que era a mais impressionante de seu corpo, com se bico comprido feito uma lança! Mas o mais incrível é que ele transformaria em anões os pinguins que caminham hoje sobre a Terra. Seus 1.5 e meio o colocariam ombros e cabeça acima do moderno pinguim imperador, e seus 34 quilos fariam dele um peso-pesado. Contudo, ele não foi o maior pinguim da sua época. Era batido pelo Inkayacu.

Copyright: BBC Britânica
Phorusrachus (12 mda)
Imagem diferente daquela do artigo

   Você pode mensurar o sucesso das aves do terror no Cenozóico contando desde o surgimento do Gastornis, 10 milhões de anos após a extinção dos dinossauros, até o desaparecimento dos Phorusracídeos da América do Sul, seu último reduto no planeta, há 1 milhão de anos. Este animal, quem assistiu "BBC Walking With Beasts" ou "Prehistoric Park", ou mesmo Primeval sabe, era dotado de garras poderosas como ganchos, usadas para segurar presas de médio e pequeno porte enquanto as matava com seu bico em forma de machadinha. Na verdade, pensa-se hoje entre os paleontólogos que seus métodos de abate são similares aos das siriemas: que a ave do terror agarrava firmemente a presa e depois a jogavam contra o chão, atordoando-a, e quebrando seus ossos. Ou talvez até, já não mais relacionado às siriemas, pudesse dar uma bicada bruta o bastante no crânio da presa a ponto de causar um dano sério que lhe cause a morte. É claro que para ser capaz de tamanho golpe o pássaro deveria ser capaz de alcançar a presa, de modo que uma reles emboscada não seria o bastante para aproximá-lo. Tal papel era cumprido por suas longas e musculosas pernas, que serviriam de excelentes propulsores nas ravinas onde habitava na Argentina e Paraguai.

Fonte Alternativa para a pesquisa desta ave: Prehistoric WildLife - (http://www.prehistoric-wildlife.com/species/p/phorusrhacos.html). Acesso em 16 de abril 2015.

Copyright: Julius T. Csotonyi
Argentavis magnificens (6 mda)
Não é a imagem do artigo

      Apesar da força e majestosidade dos seres voadores emplumados da Era Cenozóica, eles nunca atingiram o tamanho dos seus antecessores, os pterossauros. Mas não se desanime, houve quem o tentasse. O Argentavis é provavelmente a maior ave que já planou no céu. Batendo 2 vezes a envergadura do albatroz, ele possuía 6.4 m de uma ponta a outra da asa, assim como pesava cerca de 70 kg, tanto quanto 16 águias carecas (informação do NatGeo, se você não é americano, o que é bem provável, aí vai a dica - é o animal símbolo dos Estados Unidos). Contudo, suas dimensões épicas deixavam uma cicatriz profunda em seu estilo de vida: ele nunca voaria como os pássaros menores, batendo asas, apenas planando, da mesma forma que se acreditava que os pterossauros faziam. É possível que tenham descido colina abaixo à procura de um vento intenso o bastante para erguê-los, revelaram os pesquisadores da Universidade de Tecnologia do Texas, em seu artigo para o jornal "Procedimentos Academia Nacional de Ciências", em 2007. Esse trabalho foi realizado com a incomum colaboração mútua entre paleontólogos e engenheiros aeronáuticos aposentados. Por outro, uma vez no ar seriam os melhores planadores de todos! 

Fonte alternativa para a pesquisa desta ave: Notícias National Geographic (http://news.nationalgeographic.com/news/2007/07/070702-biggest-bird.html). Acesso em 16 de abril 2015.

Aepyornis - Ave-Elefante (2 mda)
Não é a imagem do artigo

   O pássaro acima é com certeza conhecido pelas proporções do seu corpo, mas, em especial, por algo que sai dele: o ovo - cerca de 100 vezes o volume de um ovo de galinha, algo como uma bola de basquete. A propósito, seu nome popular é tipo popular mesmo, vem das lendas antigas de Madagascar, nas quais os contadores relatavam a respeito de uma ave tão grande que seria capaz de carregar um bebê-elefante. É verdade, sim que ele foi bem grande, com 3,3 m de altura e cerca de meia tonelada de peso, o que não é pouco para dar uma partida em velhas histórias de pescador. Contudo, não se engane, esta ave originalmente pleistocênica sobreviveu até os séculos XVI ou XVII, provendo bastantes observações a curiosos, até ser eliminada pelo colonizador europeu, assim como seu conterrâneo, o dodô. A Ave-Elefante era caçada pelos nativos da região, mas não chegou a ser ameaçada seriamente por milhares de anos, ademais, a ausência de predadores e competição lhe rendeu longevidade e alimento o suficiente para que atingisse seu tamanho colossal. Então em meados da Era Moderna seu retiro foi profanado pelos navegadores europeus, que com mesmo não se sabendo ao certo se chegaram a caçá-las, mas com certeza contribuíram para sua extinção com ratos em navios que trouxeram consigo doenças. Outra hipótese ainda, seria a mudança climática. Hoje a comunidade científica detém material genético suficiente dos fósseis para realizar uma de-extinção (processo pelo qual o animal pode ser recriado em laboratório, por clonagem, mais ou menos como a ovelha Dolly), caso seja interessante. 

Fonte alternativa: About Educação - (http://dinosaurs.about.com/od/prehistoricbirds/p/aepyornis.htm). Acesso em 16 de abril 2015.

Valeu, pessoal! Essa foi nossa épica post sobre aves pré-históricas, retirada e traduzida e incrementada do site About Educação, com autoria de Bob Strauss.
Espero que tenham gostado. Deem +1, comentem, deixem sugestões sobre novos temas. 
Para as próximas, aguardem: O caso de identidade do Brontossauro, e o que raios é essa classificação filogenética?

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carcadontossaurídeo brasileiro


Suposição da anatomia craniana do fóssil
- Nada confirmado, apenas a parte clara foi identificada -

Local do achado

   O fóssil foi encontrado próximo ao município de Alfredo Marcondes, próximo a Presidente Prudente. A região, conhecida como Bacia Bauru, é uma verdadeira mina de achados, sendo ali encontrados muitos espécimes famosos como o lendário Baurusuchus.


O fóssil


   Atribuído o crédito as universidades federais de Rio de Janeiro e Uberlândia, a peça constituí-se por parte do crânio. "Segundo Lílian Paglarelli Bergvist, do Laboratório de Macrofósseis da UFRJ e uma das coordenadoras da pesquisa, o fóssil de dinossauro foi encontrado quase que por acidente ( isso em 2009 - data de descoberta ), já que a investigação científica buscava inicialmente resquícios de mamíferos do período Cretáceo."¹ O achado é minúsculo, no entanto, felizmente, já é possível determinar sua identidade parcialmente: “Não sabemos a quem atribuir esse fóssil, pode ser até que seja uma nova espécie da família dos carcarodontossaurídeos que era restrita ao Brasil." Declara a coordenadora.
   Os cientistas consideram que o carcarodontossaurídeo pudesse atingir o tamanho arredondado de um T-rex. O que, para as variedades brasileiras, uma  grande conquista evolucionária.

Imagem mostra o fóssil encontrado por pesquisadores brasileiros no interior de São Paulo (Foto: Reprodução/Cretaceous Research)
Peça
© Cretaceous Research

Relevância científica

   Se você já acompanha o blog a algum tempo deve saber que está é a parte onde eu critico os americanismos que, infelizmente, já atingiram o meio paleontológico. Hoje, entretanto, tentarei ser menos radical. Além do combate ao contrabando, esta campanha de conscientização é muito importante. Para as gerações que estão surgindo, para nós brasileiros, é estritamente hiperativo que tomemos tento de que não precisamos ir aos Estados Unidos ou à Europa para encontrar dinossauros. Para topar com um mundo que muito revelara e, ainda revelará, sobre o nosso passado. Sobre a nossa Evolução
   Aqui, como no caso do crustáceo cearense, estamos diante de uma grande descoberta. Um animal do que rivalizaria com o afamado tiranossauro. Um carcarodontossaurídeo, no Brasil! Pra quem não sabe, tecnicamente, é uma família de grandes terópodes quase que, exclusiva a África. Portanto pessoal, isto é quase que um apelo sincero. Um pedido. Não que devamos aprender a repelir as maravilhosas criaturas da América do Norte que tanto nos influenciaram,  devido a colossal força americanista, hoje presente em nossa amada, mas desvirtuada, nação. Apenas devemos começar a prestar atenção ao fato de que nosso país também é uma mina de ouro, não só para a Paleontologia, mas para toda a Ciência.

Muito obrigado por me lerem. Espero de todo o coração que apreciem e divulguem.

Referência ¹:  DinoWorld - Eric Drio
Fonte: Dino World

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Braquiossauro


Nome científico: Brachiosaurus altithorax e Brachiosaurus nougaredi;
Dimensões: 25 metros de comprimento, 15 de altura e 40 toneladas ( aproximadas );
Alimentação: Herbívora, folhas altas; 

© Ikessauro

© Ikessauro

   O braquiossauro é um animal sensacional. Antigamente, acreditava-se que você o maior dinossauro de todos os tempos, hoje, mesmo perdendo o posto para outros grandalhões como o Amphicoelias ou o argentinossauro, ainda é um dos mais famosos, amado pelas crianças do mundo todo. O "pescoço longo" é um saurópode, cujo nome deriva do grego, significando lagarto braço, foi descoberto em 1900 no colorado, EUA. Seu exótico nome é devido à sua estranha conformação anatômica, de ter "braços mais longos que pernas".

   [os braquis] eram herbívoros, passava o dia pastando na copa das árvores como as grandes coníferas da época com ajuda de seu pescoço descomunal e chegava a ingerir mais de 100 quilos de plantas por dia para manter seu metabolismo que devia ser regado com sangue quente e não sangue frio como nos répteis atuais. Segundo estudo um dinossauro como o Brachiosaurus com sangue quente chegaria a seu tamanho máximo em 10 anos, já um dinossauro de mesmo tipo de sangue frio levaria 100 anos pra chegar ao porte máximo. 
Braquiossauro, Patrick K. Pádilha, 2008

© Arte de Raúl Martin

   Apurações. Como muitos herbívoros da época, é provável que ele usasse gastrólitos, pedras estomacais, para facilitar a digestão. Sabe-se que em muitos fósseis foram encontradas tais rochas na região da "barriga", o que depois de muita contestação foi  aceito pela teoria da digestão. Durante muito tempo foi considerado que o saurópode não poderia ficar em pé em virtude de seu enorme peso, vivendo submerso, exceto pela cabeça, o que evidencia-se pelas narinas acima dos olhos. Tal qual diversas teorias arrogantes da juventude paleontológica, ela foi descartada, pois admitidos uma série de fatores que compensam tamanha vultosidade, como o sangue quente e as vértebras ocas; e impossibilidade de seus pulmões suportarem a pressão da água à 12 metros de profundidade. Tomando-se assim a funcionalidade da crista para um fim deveras mais elegante: a sonorização.

© Museu de Berlim

   O dino, como já foi dito é um ícone popular, tendo estrelado vários filmes, séries e livros. Jurassic Park, Caminhando com Dinossauros, Dinossauro da Disney, são exemplos, sempre retratados com as elegância e beleza que nos impressionam desde que os vimos na TV pela primeira vez e nos preguntamos a respeito de sua identidade.

© BBC

© Universal Studios

Esqueleto 

© Ambos Todd Marshal

   Já fazia um bom tempo em que não havia nada específico sobre dinossauros. Então resolvi por mãos à obra. Sabe, ter menos texto é uma tentativa de diminuir o estresse mesmo, ler aquelas páginas épicas que nunca acabam é sempre um estorvo e não ajuda na hora do leitor se interessar. O objetivo único e principal, é trazer a informação, o conhecimento, de maneira prazerosa que o estimule positivamente a retornar ao blog.
Obrigado. Espero que apreciem.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Quando os dinossauros reinavam na Terra



   Tudo em cima, pessoal? Lembram-se que eu prometi retornar com uma postagem completa só sobre Quando os dinossauros reinavam na Terra, pois é  aqui estamos nós. Não se preocupem em perderem-se entre o post-vídeo e este, eu coloccarei links relacionando ambos. Como eu já falei o documentário ( não é uma série ) é show de bola, tem 97 minutos e retrata toda a Era Mesozóica, com um interessante foco na evolução, tanto dos dinossauros, quanto do meio ambiente, e nas adaptações evolutivas da era.



Triássico Superior

Tempo: 220 milhões de anos atrás 

 Local: Nova York ( Pangéia ) 

 

© Discovery Channel
   documentário começa falando sobre as condições geograficas e climáticas do período, logo após uma rápida descrição da extinção que marca o fim do Permiano, sendo a ela atribuída como causa a queda de um meteoro.  O protagonista é o astuto e veloz Coelophisis, considerado marco evolutivo ( pelos americanistas a despeito de tantos outros como o Eoraptor e o  Stauricosaurus ), vivendo a margem de um lago tectônico. Neste local ele encontra, convive, caça e é caçado com diversas outras espécies, dentre: elas os Crurotarsi ( do qual fazem parte os crocodilos ) Rutiodon, de quem quase leva uma bocada e o Desmatosuchus, herbívoro encouraçado, semelhante a um tatu com espigões; o Icarosaurus, lagarto planador; e alguns mamíferos como o traversodonte.
 Coelophisis 
© Discovery Channel

© Discovery Channel

Rutiodon
© Discovery Channel

   O filme  ressalta o assunto da anatomia óssea dos dinossauros, como o ponto crucial da evolução, que é o desenvolvimento de membros inferiores em ângulo reto em relação a coluna, gerador de uma vantagem física, não só para a velocidade, mas também para aliviar a carga de estresse dos pulmões, que são alternadamente comprimidos no andar reptiliano. 

Jurássico Inferior

Tempo: 200 milhões de anos atrás
Local: Pensilvânia ( EUA )

© Discovery Channel

Continuamos 20 milões de anos a frente, logo depois de nova extinção em massa, quando os dinossauros definitivamente se estabelem como classe dominante, crescendo e evoluindo cada vez mais até a perfeição. Os protagonistas formam um triângulo predatorial, com: os velozes Megapnosaurus ( ex- Syntarsus ), o grande Dilophosaurus, que rouba o Anchisaurus, menores Megapnosaurus
"Imediatamente a seguir assistimos o final do Triássico Superior e surgimento de um novo mundo, com novo clima e geografia no início do Jurássico. Novos dinossauros apareceram e agora dominam o planeta. Um Dilofossauro aparece caminhando entre rochas e vertentes cuja água quente exala gases. Começa então uma explicação feita por Paul E. Olsen, sobre a camada de rocha que permite ver a fronteira entre o Triássico e Jurássico, rica em irídio, que provaria a suposta queda de meteoros no período e naquele local."
Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Patrick K. Padilha, 2010

Dilophosaurus
© Discovery Channel


Megapnosaurus
 © Discovery Channel

 Anchisaurus
© Discovery Channel

 
O Anchisaurus é um prossaurópode, anda em 2 e 4 patas, e representa a aurora dos grandes saurópodes, evoluindo para nada mais, nada menos que um ambicioso objetivo: o céu. Graças aos elevados níveis de CO2, os prossaurópodes tem que alcançar as as árvores, seu alimento cada dia mais alto, aumentando assim também a eficiência e porte de seus predadores, na maravilhosa e verdejante evolução da vida jurássica. O Megapnosaurus, anda bípede, é mostrado como um projeto para os terópodes, com fortes mandíbulas e hábeis braços. E finalmente, o gigantesco Dilophosaurus , com duas cristas no crânio e 3 metros de altura, aparentemente primitivo em relação aos seus sucessores terópodes, com 3 dedos no pé, em vez de 4 , cabeça relativamente maior e desprovidos de crista.

Jurássico  Superior

Tempo: 150 milhões de anos atrás
Local:Utah ( EUA )

© Discovery Channel

   Aqui nos vemos diante de uma inóspita paisagem, sazonal, semelhante as savanas atuais. Onde alguns Camarasaurus e Stegosaurus vagam errantes, sequiosos por água. Em um leito seco de rio observa-se o curioso comportamento de um estegossauro cavando a terra em busca de alguma fonte subterrânea, o que é para nossa alegria, imitado pelos dóceis Dryosaurus. Completando o cenário, o aterrador Ceratosaurus espreios pequenos ornitópodes.


Dryosaurus
© Discovery Channel
   Novamente, um paleontólogo se apresenta para descrever o incrível cemitério, no qual ambienta-se a história, onde grande número de animais se agrupa próximo a um rio que posteriormente seca, levando todos à fossilização.

 Fóssil recém encontrado
© Discovery Channel


   Também vemos uma análise morfólogica do camarassauro, em raio-x, na qual se dá atenção especial ao hábito destes gigantescos animais de comerem rochas, conhecidas como gastrólitos, que ajudam na digestão.  

Camarassauro 
© Discovery Channel

© Discovery Channel

   Enquanto isso, um casal de Estegossauros repele um imprudente Ceratossauro, e o macho tenta convencer inutilmente a fêmea a se acasalar. Segue-se uma fascinante descrição desta espécie. Corpulento, com um crânio miserável, placas dérmicas ( não são ósseas, pois não se preservam na fossilização ) nas costas e na ponta da cauda, formidáveis espigões de 10 centímetros. A propósito, no filme atribuí-se as placas a função de prporcionar ao macho, durante o acasalamento, um singelo espetáculo, para impressionar a fêmea.


Estegossauro
© Discovery Channel

Ceratossauro
© Discovery Channel

Paisagem "regada"
© Discovery Channel

"O clima muda e começa a surgir um monte de nuvens no céu, indicando a chegada da estação da chuva. Durante a madrugada, a chuva cai pesada, enquanto o Ceratossauro tenta dormir e os Camarassauros comem. A chuva faz renascer o rio que havia sumido e trazendo vida à paisagem, junto com um bando de Apatosaurus."
Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Patrick K. Padilha, 2010

   Após uma nova chamada ao paleontólogo, onde explica-se a falta de ovos de saurópodes na América ( EUA ), retornamos ao  Jurássico, onde descreve-se as características do verdadeiro Dino. Os apatossauros, possuem 30 toneladas, e semelhante  valor, em módulo, para o comprimento. Ao contrário do camarassauro ou  braquiossauro, eles se alimentavam da vegetação rasteira, em suma: samambaias.  Também relata-se a sua função de "aspirador", cambaleando a cabeça de um lado ao outro, para "varrer" as samambaias. Em uma análise de raio-x mostram-se características otopédicas comuns aos saurópodes. Vértebras altas nas ancas para suportar o peso do corpo e aforquilhadas no pescoço para erquê-lo, sem falar nos ligamentos ósseos, que "seguram" um osso ao outro.

Apatosaurus
© Discovery Channel

Análise em raio-x
© Discovery Channel

   Encurtando a história: aparece um Alosaurus que tenta atacar um jovem apatossauro, mas é espantado pelos maiores; ele foge e frustrado acaba roubando a presa do ceratossauro; finalmente a estação seca retorna, os estegossauros se acasalam e  na viagem de volta um apatossauro pisa em falso e cai, só para ser devorado por um grupo de alossauros.

Alosaurus
© Discovery Channel
 
   Os saurópodes, esclarece-se no filme, migram, em geral, motivados por seu apetite colossal, devido ao qual, se não o fizessem, devastariam todo o local, mais ou menos como os elefantes atuais, classificados como os animais com maior potencial modificador, excetuando-se apenas, pelo homem. Assim, enquanto migram, os apatossauros e qualquer herbívoro de grande porte, permitem que o ambiente se recupere.

Apatossauros migram, sob o pôr do sol
© Discovery Channel

Cretáceo Inferior

Tempo: 90 milhões de anos atrás
Local: Novo México ( EUA )

© Discovery Channel
   Num rápido pulinho eletroquântico, avançamos até o Cretáceo.
  
"A América do Norte está completamente repartida por um mar interior que tornou o clima tropical, úmido e quente. Surgem as primeiras plantas com flores e insetos polinizadores. No meio de uma floresta úmida e quente um bando de pequenos ceratopsianos chamados Zuniceratops estão comendo e refrescando-se em um regato raso."
Adaptado de:
 Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Patrick K. Padilha, 2010

   Os Zuniceratops são descritos como os primeiros ceratopsianos de "gola", portanto, o que viria a ser um dia, o Triceratops. Aqui apresentam-se, além dos Zuniceratops, os fabulosos Dromeossaurídeos, predadores audazes que comumente respondem por: Raptores.

 Zuniceratops
© Discovery Channel

   Nesta seção, como já puderam imaginar, se baseia principalmente na luta presa X predador. No entanto, de maneira instigante, também se aprofunda nos conflitos sociais,se é que posso chamar assim, de ambas as espécies. Com os raptores, ambienta-se a quebra de um grupo tradicional, neste caso, duas fêmeas e um macho, com a tentativa de um novo "cara" de se dar bem. Com os Zuniceratops não é diferente. Chegada a época de acasalamento, dois machos se acham em calorosa disputa, ocasionada pela petulância de um jovem ao cortejar sua pretendente, a despeito de este ser um direito reservado apenas ao líder. Os raptores, atentos a todos os sons da floresta acabam tomando partido, e se aproveitando do velho vencido.  Outras espécies presentes são o Nothronychus ( terizinossaurídeo com quem o raptor desgarrado tem um violento encontro ) e o celurossaurídeo plerossauro.
Dromaeosaurus
( supostamente ) 
© Discovery Channel
   Infelizmente, não obstante a compaixão do novo líder perante o obsoleto ferido, os sedentos predadores, o perseguem e finalmente o matam. E por último encerra-se a história com a trilha catastrófica de costume, aqui protagonizada por um incêndio devastador. Novamente aparece uma tomada com a paleontóloga Karen Chin, que explica as evidências de incêndio: abundância de cinzas e carvão em determinado estrato geológico da Bacia Zuni. Só para não dizerem que as minha únicas citações são do blog do Ikessauro, aqui vai o parecer do Discovery Channel :

 Na natureza o desastre é um companheiro constante e a morte tem muitos disfarces. Os dinossauros que não foram pegos pelo fogo fogem em pânico, a maioria sobreviverá. Para as criaturas que pereceram, terminou o conflito. Para os que permaneceram, a sua frente estão trinta milhões de anos de evolução. 
Ativado por forças não visíveis, o ambiente mudará gradualmente, e também os dinossauros que aqui vivem. 
Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Discovery Channel

Cretáceo Superior

Tempo: 65 milhões de anos atrás
Local: Dakota do Sul ( EUA )

O Começo
© Discovery Channel

   No fim do Cretáceo, o clima é úmido, o solo fértil, assim como o mar interno que se retraiu, dando lugar a imensas pradarias, todas as condições são favoráveis para o desenvolvimento das mais fantásticas criaturas que já habitaram o imaginário de um criança. No chão, pacificamente se alimentam Triceratops e Ornithomimus, no céu planam os famosos pterossauros, com destaque ao Quetzalcoatlus, enquanto a mais formidável, terrível e ... amado predador do Cretáceo, observa uma manada de Anatotitan pastando.

© Discovery Channel

Anatotitan
© Discovery Channel

Triceratops
© Discovery Channel

Tyranosaurus rex
© Discovery Channel

   Maravilhosamente, a seguir apresenta-se a inusitada cena de um tiranossauro adolescente tentando estupidamente atacar um bando de tricerátopes, que rapidamente entram em formação, com os machos à beira do círculo, protegendo fêmeas e filhotes. O enorme escudo vivo acaba por frustrar o ingênuo tiranossauro, que se volta para um Quetzalcoatlus que estava comendo carniça ali perto, mas sem muito sucesso.
   Também se analisa a inovações do sistema digestório do Anatotitan, com molares especializados em triturar folhas e estômago reforçado, sem abando os velhos companheiros, os gastrólitos. Aqui novamente exploram-se as conformações sociais dos dinossauros. Em uma estupenda cena de caça, retrata-se dois jovens se aliam espantando e direcionando um pequeno gupo de Anatotitan direto para a bocarra de sua mãe.
   Sem perder tempo, representa-se, quase que, insensivelmente, a queda do mítico asteróideprovocando uma imensa onda de fogo e rochas que pega os distraídos caçadores devorando o Anatotitan. A onda varre o sul dos Estados Unidos e muito provavelmente, o México e o sul do Caribe. Ao fim, após um ano, mais ou menos, a poeira baixa e tudo que resta é uma carcaça de tiranossauro sendo lentamente consumida pelos outrora insignificantes mamíferos.

E o fim
© Discovery Channel

   Nas palavras abaixo peço que reflitam um pouco não só sobre seu conteúdo motivante, mas também por seu lado desolador, cuja função é apenas servir de lembrete para nossa vunerabilidade:
© Discovery Channel

"Sobre as cinzas e restos da destruição resta um crânio de Tiranossauro. Sobre este surgem pequenos mamíferos parecidos com gambás, e o narrador explica que eles são o começo de uma nova linhagem de animais, que um dia dominarão o mundo e pensarão sobre um tempo em que 'Dinossauros reinavam na Terra' ". 
Quando os Dinossauros reinavam na Terra,
Patrick K. Padilha, 2010
(http://www.ikessauro.com/2010/05/quando-os-dinossauros-reinavam-na-terra.html)

Fonte: Blog do Ikessauro
              Discovery Channel

Total de visualizações de página

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *