Bem vindos!!!

Bem vindos ao Jurassic Park! Um blog que vai lhes mandar para o passado para verem criaturas fantásticas e depois lhes trazer de volta ao século XXI para conhecer fatos que ocorreram em misteriosas ilhas à oeste da Costa Rica.
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quarta-feira, 8 de abril de 2015

Dez Pássaros Pré-históricos que Todo Mundo Devia Conhecer

   Olá, "folks" (quer dizer pessoal, mas se você assiste 'The Looney Toones' você já deve saber).
Estou voltando com mais uma quentinha. Descobri, nem sei como, há milhares de anos, um site americano, que havia salvo nos meus favoritos, mas nem me lembrava mais dele. E fuçando minhas recordações que o Chrome provê ao guardar favoritos e preferências, eu o reencontrei no domingo. Chamado About.com, é destinado ao puríssimo jornalismo cultural, e voltado a diversas áreas, tais quais, educação, esporte, casa, saúde comida e tecnologia, entre outros. Por coincidência, ou não, se você acredita nessas coisas, na secção de educação eu encontrei um articulista (escritor de artigos) Bob Strauss (clicando no link, você vai para a auto-apresentação dele no About), bastante boa-pinta que escreve sobre paleontologia. 
   Aêêê! Cadê os aplausos? Vamos ter informações direto do forno, mais fresca que isso só se eu fizesse as malas e montasse acampamento em Hell Creek e tomasse café com o próprio Jack Burck (sei lá como se escreve o nome dele - por obséquio manda aí nos comentários que eu corrijo). Eu sei que eu já fui cheio de um discursinho furreca anti-americanista, mas convenhamos, eu também não sou do Estado Islâmico, não vou exagerar, e não porque eu estou trazendo informação de lá que vocês devem ficar preocupados com a perda do espírito patriótico do blog. Aliás, ela é de natureza tão irreverente e curiosa, que só vai somar à nossa busca por expandir esse mundo de dinossauros e outros animais incríveis do passado para novos públicos. É sério. "Bota fé".
   Vamos lá, então. O artigo é estruturado em slides, mas eu vou adaptá-lo para a matriz de postagem normal mesmo, até eu aprender a inserir arquivo pptx no blog. Lembrando que as informações serão repassadas em sua essência, mas com acréscimos com as fontes devidamente citadas e com minha própria pena, para manter a originalidade.

   
Copyright: Wikimedia Commons
Esqueleto de Faisão
In: Revista Galileu

    O título original é "Ten Prehistoric Birds Everyone Should Know" e começa com uma foto despretensiosa de réplica fóssil de pássaro, mas não achei uma imagem igual e não consigo copiar porque a apresentação é  do Pinterest. Todos nós sabemos, e espera-se que as crianças de 10 a 12 anos aprendam, que as aves são os descendentes vivos dos dinossauros, do mesmo modo, que os crocodilos, são o seu braço evolucionário mais próximo, o que é respaldado por observações na morfologia de espécies desses animais, como por exemplo o ossos ocos, o formato da pélvis, a disposição de braços e pernas, os pés com três garras e uma diminuta atrás. Mas, e se eu lhe pedisse para citar uma espécie de ave que viveu ou na Era Mesozóica ou na Era Cenozóica. E não vale o arqueoptérix! Se você teve problemas, junte-se a nós dessa jornada, e sane seu vazio interior, e mesmo se não teve, aproveite e amplie sua enciclopédia cerebral.

Copyright: Wikimedia Commons
Fóssil de Aurornis (160 mda - velha sigla)
In: Website Revista Descoberta (em inglês)
  
   Como você pode observar na legenda, o Aurornis é o pássaro mais antigo conhecido, ultrapassando o arqueoptérix em 10 milhões de anos. Na verdade, ele é, assim como o arqueoptérix, um dinossauro emplumado, sendo suas penas finas para serem usadas frequentemente em um voo não impulsionado. Quanto ao perigo da sua classificação, vamos levar com calma o assunto, uma vez que ele é um elo entre dois patamares evolutivos, e assim fica difícil a classificação. O "pássaro da aurora" foi encontrado na China, possuía 60 centímetros de comprimento e sua idade o põe momentaneamente na cadeira ao centro da mesa de "pai de todas as aves".

Copyright: Wikimedia Commons
Fóssil de Confuciusornis (130 mda )
In: About.com

   Já o Confuciusornis, era dotado de um bico genuíno, ou seja, sem dentes, ostentava um espesso casaco de penas, e usava sua longa e curvada garra traseira para empoleirar-se nos galhos altos das árvores. Contudo, essa espécie não é ancestral das aves modernas. Segundo Hrdchova e Gregorova, mesmo com suas semelhanças ele não é tão próximo dos pássaros atuais quanto o Hersperornis ou o Ictiornis, que apresentavam dentes. Isso indica claramente um caso de convergência adaptativa (quando uma mesma característica é desenvolvida por duas espécies sem parentesco próximo e por pressão do ambiente). Além disso, pode-se dizer que há indícios de dimorfismo sexual (quando o macho e fêmea se distinguem em sua aparência), e que os padrões de crescimento de aves como esta, se dispunham como intermediários entre dinossauros e aves, se desenvolviam mais rapidamente que os grandôes, mas ainda eram lentos se comparados com aves contemporâneas.

Copyright: Museu Carnegie de História Natural
Representação da Ave do gênero Gansus (110 mda)
In: New Scientist Website

      Ah! Esse é o ancestral dos patos e mergulhões! Se ouvisse isso seria porque você caiu numa trollagem paleontológica. É como dizer que o Gliptodon é ancestral do tatu. Não caia nessa, tanto a ave como o mamífero são apenas antepassados de seus respectivos colegas de classe. Na verdade, o Gansus yumenensis, encontrado na província chinesa de Liaoning, 2000 km de Beijing, é classificado como muito próximo das aves modernas, de acordo com a revista New Scientist, que publicou um artigo sobre a descoberta dessa peça adicional no quebra-cabeça evolucionário das aves. Contudo, o próprio Bob Strauss o descreve como mais velho membro de um grupo de ancestrais das aves modernas, os Ornithurae, tendo a cautela de informar que essa classificação permanece duvidosa. A magia desse espécime é igualmente a sua idade, pois o grupo nomeado acima, costumava até seu achado ser restrito a 85 mda, e esse animal, de 25 cm de comprimento, tão moderno morfologicamente, porém antigo na contagem do tempo geológico é algo fantástico na montagem da linhagem dos pássaros contemporâneos. Apesar disso a semelhança com os anseriformes atuais (patos, mergulhôes, gansos), nos permite fazer algumas observações sobre sua anatomia e comportamento. Seu fóssil preserva sinais de pés palmados e penas apropriadas para o voo, além de ligações musculares típicas de nadadores propelidos pelos pés, embora não tão fortes quanto as aves modernas.


Copyright: National Geographic Channel
Representação da Ave do gênero Hesperornis (75 mda)
In: National geographic Website

   A imagem acima não corresponde a imagem do artigo. Essa espécie de ave marinha parece ter percorrido o caminho inverso ao dos pássaros no fim da Era Mesozóica. A ave evolui dos pássaros voadores que viveram no Cretáceo, logo perdendo a habilidade em função de modificar seu nicho ecológico, tornando-se uma pescadora nata. Não pense nos inofensivos e carismáticos pinguins, mas nos terríveis marabus africanos que arrancariam seus olhos, anéis e colares se tivessem a oportunidade. Seu 1,5 m de corpo hidro-dinâmico, aliados a um bico forrado de dentes e asas diminutas coladas ao corpo para direcioná-lo na água o transformavam num formidável predador mediano. Além disso, havia a cauda achatada para mudar de profundidade e o pescoço esguio que lhe conferiam uma excelente mobilidade sob a água. Desse modo, imagina-se o quão desajeitado ele poderia ser em terra, evitando-a, menos para se reproduzir-se e pôr ovos. O mergulhão turbinado foi figurante do último episódio da série televisiva da BBC "Sea Monsters".


Copyright:  Wikimedia Commons
Fóssil de Gastornis (55 mda)
Acervo Smithsonian

   Após a extinção dos dinossauros, as aves ficaram livres para ocupar os nichos ecológicos que estavam vagos. Então o Gastorinis tomou o lugar de primeiro superpredador do Cenozóico. Seus assustadores 2 m de altura, bico "estripador 2000", garras enormes, pernas fortes e torneadas, o punham nessa posição ao predar por emboscada (presumivelmente) ungulados (como cavalos) e roedores do Eoceno. Na época a Terra era coberta de florestas tropicais de clima úmido, que forneciam abrigo e alimento abundante. Mas ao final do Eoceno, essas condições desapareceram com a mudança climática de costume, que acrescida da competição com os novos predadores mamíferos, por exemplo os creodontes e mesoniquídeos (ancestrais dos felídeos), deram uma virada desfavorável a Pássaros do Terror como este. O Gastornis viveu na América do Norte e na Europa, e já foi conhecido como Diatryma. Estrelou o primeiro episódio do documentário da BBC "Caminhando com Feras".

Copyright: Science News
Fóssil de Eocypselus rowei (52 mda)


   Você já parou para pensar de onde vieram as magníficas asas compridas e esguias da andorinha? Ou as curtas asas em forma de lâmina dos beija-flores? Eis a sua resposta, na forma do ancestral comum desses dois grupos de aves. Eocypselus é o tipo de pássaro pequeno, leve como uma pena (ó o trocadilho!), caçador de insetos que oscilou desajeitadamente pelos bosques do Eoceno. O fóssil acima foi encontrado no Wyoming, e está sob os cuidados da Universidade do Estado da Carolina do Norte, que estudou o achado a ponto de afirmar sua cadeira de Pai dos Andoriformes. Ele se encontra tão bem preservado que suas características microscópicas podem ser observadas. Sabe-se que suas asas eram maiores que as do beija-flor, mas menores que a da andorinha. Isso indica que ele devia ter um voo bem desajeitado, sendo pouco provável que fosse capaz de pairar ou deslizar bem, como fazem os beija-flores e andorinhas hodiernas, respectivamente. 

PaleoArte: Nobu Tamura (Visitem o Portfólio dele no Blogger clicando no nome). Icadyptes salasi (40 mda). Encontrado na Wikipedia

   Você deve ter pensado que o estilo de vida dos pinguins não mudou muito em 40 milhões de anos: curtir a vida nas banquisas de gelo, nadar para encontrar alimento, entre outros afazeres de ave marinha. E esta é a mais bela verdade da vida, mas eu vou decepcionar você um pouquinho, como quando você tinha 8 anos e descobriu que pinguins e ursos polares vivem e pontos diametralmente opostos do planeta e nunca se encontraram como nos desenhos do Willy do Pica-Pau. O Icadyptes viveu numa luxuosa praia cinco estrelas de Ica, Peru do final do Eoceno. Quando foi encontrado o seu crânio, a parte foi-se logo pensando que era a mais impressionante de seu corpo, com se bico comprido feito uma lança! Mas o mais incrível é que ele transformaria em anões os pinguins que caminham hoje sobre a Terra. Seus 1.5 e meio o colocariam ombros e cabeça acima do moderno pinguim imperador, e seus 34 quilos fariam dele um peso-pesado. Contudo, ele não foi o maior pinguim da sua época. Era batido pelo Inkayacu.

Copyright: BBC Britânica
Phorusrachus (12 mda)
Imagem diferente daquela do artigo

   Você pode mensurar o sucesso das aves do terror no Cenozóico contando desde o surgimento do Gastornis, 10 milhões de anos após a extinção dos dinossauros, até o desaparecimento dos Phorusracídeos da América do Sul, seu último reduto no planeta, há 1 milhão de anos. Este animal, quem assistiu "BBC Walking With Beasts" ou "Prehistoric Park", ou mesmo Primeval sabe, era dotado de garras poderosas como ganchos, usadas para segurar presas de médio e pequeno porte enquanto as matava com seu bico em forma de machadinha. Na verdade, pensa-se hoje entre os paleontólogos que seus métodos de abate são similares aos das siriemas: que a ave do terror agarrava firmemente a presa e depois a jogavam contra o chão, atordoando-a, e quebrando seus ossos. Ou talvez até, já não mais relacionado às siriemas, pudesse dar uma bicada bruta o bastante no crânio da presa a ponto de causar um dano sério que lhe cause a morte. É claro que para ser capaz de tamanho golpe o pássaro deveria ser capaz de alcançar a presa, de modo que uma reles emboscada não seria o bastante para aproximá-lo. Tal papel era cumprido por suas longas e musculosas pernas, que serviriam de excelentes propulsores nas ravinas onde habitava na Argentina e Paraguai.

Fonte Alternativa para a pesquisa desta ave: Prehistoric WildLife - (http://www.prehistoric-wildlife.com/species/p/phorusrhacos.html). Acesso em 16 de abril 2015.

Copyright: Julius T. Csotonyi
Argentavis magnificens (6 mda)
Não é a imagem do artigo

      Apesar da força e majestosidade dos seres voadores emplumados da Era Cenozóica, eles nunca atingiram o tamanho dos seus antecessores, os pterossauros. Mas não se desanime, houve quem o tentasse. O Argentavis é provavelmente a maior ave que já planou no céu. Batendo 2 vezes a envergadura do albatroz, ele possuía 6.4 m de uma ponta a outra da asa, assim como pesava cerca de 70 kg, tanto quanto 16 águias carecas (informação do NatGeo, se você não é americano, o que é bem provável, aí vai a dica - é o animal símbolo dos Estados Unidos). Contudo, suas dimensões épicas deixavam uma cicatriz profunda em seu estilo de vida: ele nunca voaria como os pássaros menores, batendo asas, apenas planando, da mesma forma que se acreditava que os pterossauros faziam. É possível que tenham descido colina abaixo à procura de um vento intenso o bastante para erguê-los, revelaram os pesquisadores da Universidade de Tecnologia do Texas, em seu artigo para o jornal "Procedimentos Academia Nacional de Ciências", em 2007. Esse trabalho foi realizado com a incomum colaboração mútua entre paleontólogos e engenheiros aeronáuticos aposentados. Por outro, uma vez no ar seriam os melhores planadores de todos! 

Fonte alternativa para a pesquisa desta ave: Notícias National Geographic (http://news.nationalgeographic.com/news/2007/07/070702-biggest-bird.html). Acesso em 16 de abril 2015.

Aepyornis - Ave-Elefante (2 mda)
Não é a imagem do artigo

   O pássaro acima é com certeza conhecido pelas proporções do seu corpo, mas, em especial, por algo que sai dele: o ovo - cerca de 100 vezes o volume de um ovo de galinha, algo como uma bola de basquete. A propósito, seu nome popular é tipo popular mesmo, vem das lendas antigas de Madagascar, nas quais os contadores relatavam a respeito de uma ave tão grande que seria capaz de carregar um bebê-elefante. É verdade, sim que ele foi bem grande, com 3,3 m de altura e cerca de meia tonelada de peso, o que não é pouco para dar uma partida em velhas histórias de pescador. Contudo, não se engane, esta ave originalmente pleistocênica sobreviveu até os séculos XVI ou XVII, provendo bastantes observações a curiosos, até ser eliminada pelo colonizador europeu, assim como seu conterrâneo, o dodô. A Ave-Elefante era caçada pelos nativos da região, mas não chegou a ser ameaçada seriamente por milhares de anos, ademais, a ausência de predadores e competição lhe rendeu longevidade e alimento o suficiente para que atingisse seu tamanho colossal. Então em meados da Era Moderna seu retiro foi profanado pelos navegadores europeus, que com mesmo não se sabendo ao certo se chegaram a caçá-las, mas com certeza contribuíram para sua extinção com ratos em navios que trouxeram consigo doenças. Outra hipótese ainda, seria a mudança climática. Hoje a comunidade científica detém material genético suficiente dos fósseis para realizar uma de-extinção (processo pelo qual o animal pode ser recriado em laboratório, por clonagem, mais ou menos como a ovelha Dolly), caso seja interessante. 

Fonte alternativa: About Educação - (http://dinosaurs.about.com/od/prehistoricbirds/p/aepyornis.htm). Acesso em 16 de abril 2015.

Valeu, pessoal! Essa foi nossa épica post sobre aves pré-históricas, retirada e traduzida e incrementada do site About Educação, com autoria de Bob Strauss.
Espero que tenham gostado. Deem +1, comentem, deixem sugestões sobre novos temas. 
Para as próximas, aguardem: O caso de identidade do Brontossauro, e o que raios é essa classificação filogenética?

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Carcadontossaurídeo brasileiro


Suposição da anatomia craniana do fóssil
- Nada confirmado, apenas a parte clara foi identificada -

Local do achado

   O fóssil foi encontrado próximo ao município de Alfredo Marcondes, próximo a Presidente Prudente. A região, conhecida como Bacia Bauru, é uma verdadeira mina de achados, sendo ali encontrados muitos espécimes famosos como o lendário Baurusuchus.


O fóssil


   Atribuído o crédito as universidades federais de Rio de Janeiro e Uberlândia, a peça constituí-se por parte do crânio. "Segundo Lílian Paglarelli Bergvist, do Laboratório de Macrofósseis da UFRJ e uma das coordenadoras da pesquisa, o fóssil de dinossauro foi encontrado quase que por acidente ( isso em 2009 - data de descoberta ), já que a investigação científica buscava inicialmente resquícios de mamíferos do período Cretáceo."¹ O achado é minúsculo, no entanto, felizmente, já é possível determinar sua identidade parcialmente: “Não sabemos a quem atribuir esse fóssil, pode ser até que seja uma nova espécie da família dos carcarodontossaurídeos que era restrita ao Brasil." Declara a coordenadora.
   Os cientistas consideram que o carcarodontossaurídeo pudesse atingir o tamanho arredondado de um T-rex. O que, para as variedades brasileiras, uma  grande conquista evolucionária.

Imagem mostra o fóssil encontrado por pesquisadores brasileiros no interior de São Paulo (Foto: Reprodução/Cretaceous Research)
Peça
© Cretaceous Research

Relevância científica

   Se você já acompanha o blog a algum tempo deve saber que está é a parte onde eu critico os americanismos que, infelizmente, já atingiram o meio paleontológico. Hoje, entretanto, tentarei ser menos radical. Além do combate ao contrabando, esta campanha de conscientização é muito importante. Para as gerações que estão surgindo, para nós brasileiros, é estritamente hiperativo que tomemos tento de que não precisamos ir aos Estados Unidos ou à Europa para encontrar dinossauros. Para topar com um mundo que muito revelara e, ainda revelará, sobre o nosso passado. Sobre a nossa Evolução
   Aqui, como no caso do crustáceo cearense, estamos diante de uma grande descoberta. Um animal do que rivalizaria com o afamado tiranossauro. Um carcarodontossaurídeo, no Brasil! Pra quem não sabe, tecnicamente, é uma família de grandes terópodes quase que, exclusiva a África. Portanto pessoal, isto é quase que um apelo sincero. Um pedido. Não que devamos aprender a repelir as maravilhosas criaturas da América do Norte que tanto nos influenciaram,  devido a colossal força americanista, hoje presente em nossa amada, mas desvirtuada, nação. Apenas devemos começar a prestar atenção ao fato de que nosso país também é uma mina de ouro, não só para a Paleontologia, mas para toda a Ciência.

Muito obrigado por me lerem. Espero de todo o coração que apreciem e divulguem.

Referência ¹:  DinoWorld - Eric Drio
Fonte: Dino World

sábado, 12 de janeiro de 2013

Quando os Dinossauros reinavam na Terra no You Tube



   E aí, galera? Acredito nunca ter postado nada sobre "Quando os Dinossauros reinavam na Terra". Então tá na hora de quebrar o gelo! Esta série do Discovery Channel, é de boa qualidade, com um enredo interessante. Retrata toda a cronologia do Mesozóico, desde o revolucionário e amplamente aclamado Coelophisis, tido como auge evolutivo do 
Triássico; até a mítica destruição dos dinossauros, protagonizada pelo lendário Tyranosaurus rex. Assim trago a encorajante notícia de que o "Quando os Dinossauros reinavam na Terra" está disponível no You Tube, o que evita as tradicionais épicas caçadas ao documentário, tão comuns por toda a internet ( sim! tô falando do "Dinosaur Revolution" ). O único porém é que o You Tube não costuma apresentar muita qualidade de vídeo. Fazer o que né? "Sem sacrifício não há vitória"¹!
   Enquanto eu não expondo a postagem vocês podem dar uma olhada na descrição do documentário pelo Ikessauro.

Confiram o vídeo:




¹ Transformers( Paramount Pictures )

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Paleontologia básica

   E aí fans de dinos! Como vão? Agora pouco, eu me toquei que o blog não tem, vamos dizer, um conteúdo de iniciação. O que? Isso mesmo. É claro que o blog não é de difícil compreensão e tal mais, eu imagino que um blog sobre paleontologia deva começar dando noções básicas de paleontologia, como um livro assim: Paleontologia para crianças. Então eu resolvi criar está postagem dando noções muito básicas de paleontologia, de fósseis e do PASSADO, para que quem não entende nada do assunto não precise ir procurar em outro lugar o que querem dizer tais coisas. 


Pale o quê?
   Primeiro quero explicar o que quer dizer PALEONTOLOGIA! Esta palavra, vem do grego e quer dizer:
   Simplificando, paleontologia é o estudo de uma Terra que já não existe mais, ou pelo menos não é igual. A paleontologia se baseia basicamente nos estudos de restos de seres vivos preservados ( na maioria das vezes animais ou plantas ), chamados FÓSSEIS.

O que é um fóssil?
   Um fóssil, eu como já disse antes restos de seres vivos que viveram no passado. 
Fóssil do famoso Tiranossauro   
   Mas como eles ficaram preservados?

A fossilização
   Existem vários meios de um animal ou planta ficar preservado por milhões de anos. O mais comum é a fossilização, que ocorre da seguinte maneira:
   O animal morre e os restos se decompõem, aí uma camada muito especial de solo, lama o recobre os ossos do animal, e depois mais camadas ( as seguintes podem ser diferentes ), então com a pressão, os minerais das rochas acabam penetrando nos ossos e eles viram, digamos, pedra.
  Outro tipo de fossilização é a impressão em rocha. As plantas só são preservadas desse jeito. Um tipo diferente de rocha encobre plantas e animais pequenos, e ao ser comprimido contra o solo mole, eles acaba fazendo um buraco, que contém até um leve pigmentação ( cor ). Ah às vezes, em ambos os casos o espécime morre por ser encoberto. Outro ¨Ah¨ é que esse é um processo raro então não é todo animal que vai ser fossilizado.
Como ocorre a fossilização
Fóssil de vertebrado
Fóssil de libélula
Fóssil de planta
Fóssil de peixe

Outros meios de preservação
  • Âmbar: É basicamente resina de planta ( aquele suquinho ), que escorreu, aprisionou um pequeno animal ( em geral são insetos, aracnídeos e rãs ) e depois fossilizou. O espécime dentro do âmbar é preservado porque perde todo o contato com meios externos, simplificando, não fica exposto ao ar, nem a bactérias, e nem a fungos ou umidade, e aí não se decompõe.

Âmbar 


  • Congelamento: Ocorre em regiões árticas ( principalmente na Sibéria e no Alasca ), onde há o permafrost. O permafrost é uma camada de solo, lama, que fica abaixo da superfície e nunca descongela. O animal morre, seu corpo é coberto por lama ( de rio, em todos os casos ), a lama congela e afunda. Nos dias de hoje, a porção de solo onde o animal estava acaba sendo erodida ( erosão - desgaste do solo, causado por água, vento ou gelo, neste caso por água ), e o espécime fica, amostra. Esta última parte é perigosa, pois o animal pode descongelar ou até atrair carniceiros. Restrições: como eu disse isso só acontece em regiões frias, e os animais preservados são em geral grandes mamíferos, da última Era do Gelo ( 70 à 10 mil anos atrás, mas os exemplares mais velhos só têm 45 mil anos.
Bebê mamute congelado
  • Mumificação: Este modo só ocorre em regiões áridas, pois para que o animal seja preservado, ele precisa desidratar após a morte, o que o protegeria do ataque de bactérias. Eu só ouvi falar de hadrossaurídeos ( dinossauros bico de pato ) encontrados mumificados.
  • Poços de Piche ou Alcatrão: Vários mamíferos do Pleistoceno ( anterior a 10 mil anos atrás ) ficaram preservados em poços de alcatrão nos EUA e Polônia. O animal fica preso no alcatrão, afunda e morre, e o alcatrão com suas propriedades anti-sépticas, acaba impedindo a decomposição do espécime. O poço de alcatrão mais famoso é o de La Brea, em Los Angeles, EUA, onde foi feito até um museu em volta pra exibir as espécies encontradas.
Poço de La Brea, com escultura de mamute e tudo!

Vestígios
   São evidências indiretas de organismos ou de suas atividades. Além dos citados abaixo, também há os coprólitos ( fezes fossilizadas ) e gastrólitos ( pedras que dinossauros herbívoros engolem para esmagar os vegetais em seu estômago e assim facilitar a digestão ).
Impressões


Pegadas

Ovos

Como se extrai fósseis?
   O fóssil, depois de encontrado é:
  1. O sedimento ( terra ) ao redor é retirado.
  2. Escava-se ao redor do fóssil formando um bloco de sedimento.
  3. É colocado ao redor do bloco uma manta de gesso e às vezes, uma cola especial para que o fóssil não se desmanche.
  4. O bloco do fóssil, coberto com gesso é levado a um laboratório, onde o fóssil será separado do sedimento e preparado para estudo.
Tá, mas e quanto ao PASSADO?
   Neste sentido específico, passado é basicamente, o tempo em que tais criaturas maravilhosas, que deixaram restos para que nós as estudemos, viveram. Esse tempo é denominado Tempo Geológico.
   É chamado assim porque o identificamos através de estratos, camadas de terra e terra já é um assunto de Geologia ( estudo da terra ), cada pedaço de terra, estrato camada corresponde a um pedaço de tempo geológico. Mas como sabemos, quanto tempo tem cada estrato?
   Por meio, principalmente, da datação do decaimento de isótopos radioativos dos fósseis encontrados naquela camada. Um exemplo de decaimento radioativo é o Urânio, ele é radioativo, então libera energia, e com o tempo perde massa, e ao fim de mais de 1 bilhão de anos ele vira chumbo, e é mais ou menos assim. O único desses isótopos que eu conheço, é o carbono-14, que não é muito bom, pois só data fósseis com menos de 50 mil anos. Assim depois de identificado o fóssil e de quando ele é, é possível identificar a camada, e também o contrário, se souber de quando é a camada, se encontra a idade do fóssil. Outra coisa é que o estrato mais novo fica acima do mais velho, de acordo com a deposição de sedimentos.

   O tempo geológico é dividido em éons, eras, períodos épocas e idades, que se baseiam nos grandes eventos geológicos da história do planeta. Se quiserem conferi-los, cliquem aqui.
Tempo Geológico e suas divisões

Importante!
  • Se encontrarem um fóssil não mexam nele! Você pode danificá-lo. Chamem um paleontólogo de instituição de pesquisa pra realizar a coleta e tombamento do animal.
  • Possuir ou comercializar fósseis é crime, então não compre, não venda e se encontrar algum, siga os passos acima.
  • Além disso, se ficarem com alguma dúvida, ou encontrarem algum erro, por favor deixe nos comentários.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Primeval voltou!

   Ai galera ligada nos dinos,falô? Então eu só passei para avisar que primeval -uma série de TV britânica- está voltando para as telonas. Depois de ter sido cortada por baixa audiência (sei não se não foram os patrocinadores mão de vaca) na 3ª temporada, felizmente graças aos apelos dos fãs do mundo todo eles reabriram o projeto e marcaram a estréia da 4ª temporada pra janeiro de 2011.
A 5ª vem depois. Primeval é uma série sobre um grupo de pessoas que descobrem portais no tempo - chamados anomalias, então por essas anomalias passam dinossauros, outros animais pré-históricos e até do futuro, principalmente superpredadores e de vez em quando alguns bichinhos fofos como o coelurosauravus -lagarto voador do permiano- chamado Rex e um casal de diictodons -Sid e Nancy- possíveis ancestrais dos mamíferos, se assemelhavam a roedores e cavavam túneis. Além deles outros 2 animais não tão fofos ficaram presos no presente: um mamute colombiano e um dracorex - dinossauro paquicefalossaurídeo herbívoro do cretáceo.
   Bom básicamente a série tem muita ação e humor e um pouco de terror principalmente nos últimos episódios qundo eles descobrem na pele o fim da humanidade pelos terríves predadores do futuro, morcego que evoluíram para bestas assassinas.  Mas no final tudo acaba bem, exceto por Abby e Connor ficarem presos no Cretáceo e Danny no Plioceno, e claro graças ao raptor que mata  Helen, a vilã que quer destruir a raça humana desde o início (4 milhões de anos  plioceno- Danny quer impedi-la).
Para ver a história completa é só baixar no blog: http://uksriesdownload.blogspot.com/2010/08/primeval-e-uma-serie-com-ator-douglas.html 

segunda-feira, 15 de março de 2010

Holoceno



    O holoceno é o nome dado aos últimos 11.000 anos da história da Terra. O holoceno começa no fim da última era glacial principal, ou idade do gelo. Desde então, houve pequenas mudanças do clima. 
    Com a exceção de alguns períodos em que ocorreram pequenas idades do gelo, o holoceno foi um período de temperaturas mornas para quentes.
Um outro nome dado ao holoceno que é usado às vezes é o Antropogeno ou ”idade do homem“.
    O holoceno testemunhou toda a historia da humanidade e ascensão e queda de todas suas civilizações. A humanidade influenciou muito no meio ambiente holocênico de tal modo que nenhum ser vivo conseguiu fazer no mesmo espaço de tempo.
    Os cientistas concordam que a atividade humana é responsável pelo aquecimento global, um aumento observado em temperaturas globais médias que ocorre atualmente. A destruição dos vários habitats, a poluição e outros fatores estão causando uma extinção maciça de muitas espécies de plantas e de animais, de acordo com algumas previsões 20% de todas as espécies de plantas e de animais na terra serão extintas dentro dos próximos 25 anos.
    Contudo o holoceno viu também o desenvolvimento grande do conhecimento e da tecnologia humana, que podem ser usados para compreender as mudanças que nós vemos hoje. Paleontólogos são parte deste esforço para compreender a mudança global. Os fosseis fornecem dados sobre o clima e o meio ambiente passado e os paleontólogos estão contribuindo para nossa compreensão de como a mudança ambiental futura afetará a vida da terra.
    A vida animal e a vida vegetal é a atual.


Espécies do Pleistoceno

   O Mamute é com certeza o animal mas famoso da Era Glacial. Eles viviam em grupos e cuidavam muito bem de seus filhotes. Mas machos vivem sozinhos e só se agrupam no verão quando é hora de acasalar.

Também haviam outros herbívoros como o Coelodonta ou Rinoceronte Lanudo que tinha hábitos semelhntes aos rinocerontes mas era peludo. Ele e os mamutes viveram entre 500 e 10 mil anos.

Juntamente com o Mamute, o Dente de Sabre ou Smilodon é o animal mais famoso da era do gelo. Ele vivia em grupos de 1 a 2 machos dominantes com suas fêmeas e filhotes. Se alimentavam de uma pequena variedade de presas como Macrauquenias e Toxodontes. Viveu entre 2 milhões e 10 mil anos atrás.


Durante a era do gelo os lobos foram um dos predadores mais bem sucedidos. Tendo em conta que a maioria das espécies de Smilodon começaram a decair há 50 mil anos, época que os lobos começavam seu domínio. Outra prova de sua grande eficiência é o fato dele ser um dos poucos grandes (na caça) predadores que sobreviveram a era glacial.

O Megaloceros era um imenso cervo de 2,5 metros de altura e possuía enormes galhadas de 4 metros.


Os leões das cavernas eram uma subspécie de leão que se adaptou ao clima gelado. Acredita-se que nem todos os leões da era do gelo(europeus) tenham morrido. Alguns cientistas acreditam que alguns tenham se adaptado a clima mais ameno com o fim da era glacial, e que tenham desaparecido por causa do homem que os caça  discriminadamente (os romanos caçavam espécies para exibição e para se matarem ou serem mortos por escravos) desde antes de Cristo até 1600 ou 1700. Hoje só restam duas subspécies o leão africano e o da Índia.

Pleistoceno

O pleistoceno foi o período quaternário que ocorreu entre 1,8 milhão a 11.000 anos atrás. A biologia pleistocênica era moderna, pois muitos gêneros e espécies de coníferas pleistocênicas, musgos, plantas flores, insetos, moluscos, pássaros, mamíferos e de outros seres vivos sobrevivem até hoje. Contudo o pleistoceno foi caracterizado também pela presença de mamíferos e de pássaros gigantes. Mamutes e seus primos os mastodontes, búfalos, tigres dente de sabre e muitos outros mamíferos grandes viveram no pleistoceno. No fim do pleistoceno, todas estas criaturas foram extintas.
    Foi durante o pleistoceno que ocorreram os episódios mais recentes de glaciações, ou de idades de gelo. Muitas áreas de zonas temperadas do mundo foram alternadamente cobertas por geleiras durante períodos frios e descoberta durante os períodos interglaciais mais quentes em que as geleiras recuaram.
    Isto causou as extinções no pleistoceno?
    Não parece provável; os mamíferos grandes do pleistocene resistiram a diversas mudanças do clima.
    O pleistoceno viu também a evolução e a expansão de nossa própria espécie, Homo Sapiens, e no fim do pleistoceno os seres humanos tinham se espalhado por quase todo o mundo. De acordo com uma teoria controversa, proposta primeiramente nos anos 60, caçadores humanos no fim do pleistoceno contribuíram à extinção de muitos dos mamíferos grandes pleistocenicos. É verdade que a extinção de animais grandes em continentes diferentes parece correlacionar com a chegada dos seres humanos, mas as perguntas permanecem a respeito dos caçadores humanos primitivos eles eram suficientemente numerosos e avançados tecnologicamente para extinguir uma espécie inteira.
    Existe uma hipótese que alguma doença extinguiu estas espécies no fim do pleistoceno.
    A questão permanece sem solução, talvez a causa real da extinção pleistocênica foi uma combinação destes fatores.
    Muitos paleontólogos estudam fósseis do pleistoceno a fim de compreender o clima do passado. O pleistoceno não foi apenas uma época em que os climas e as temperaturas mudaram drasticamente, os fosseis pleistocênicos são muito abundantes, bem-preservado e podem ser datados com muita precisão. Alguns fosseis; como diatomáceas, foraminíferos e polens, são muito abundantes e informativos sobre o paleoclima.
    Hoje há um interesse sobre a mudança futura do clima (por exemplo; se vai acontecer um aquecimento global) e como nos afetará. Paleontólogos que trabalham com fosseis pleistocênicos estão fornecendo uma quantidade crescente de dados sobre o efeito da mudança do clima na biologia.
    Nesse período ocorre Orogênese Cascadiana.
    Na vida animal ocorre a decadência geral dos mamíferos, o homem esta na idade da pedra.
    Na vida vegetal as árvores gigantes de clima temperado aparecem com as glaciações.


Espécies do Plioceno

   No Plioceno surgiram os Australopithecus, que hoje são considerados verdadeiros elo perdido entre homens e macacos. Os Australophitecus viviam em zonas de transição entre a mata e a floresta. Eram mais presas que predadores, se alimentavam de frutas e às vezes carniça, mas nunca caçavam. Mas existem algumas evidencias que dizem que o Australopithecus surgiu antes de 6 milhões de anos atrás, portanto entre o Plioceno e Mioceno.

Os Deinotherium são proboscídeos enormes com 2 vezes o tamanho de um elefante. Eram extremamente territoriais e provavelmente eram responsáveis por muitas mortes de Australopithecus.


Os Dinofelis eram predadores com pequenos dentes de sabre que se alimentavam de grandes animais e às vezes de Australopithecus.

Todos Animais acima viveram na África.

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